Episódio 32 – Saudade daquele velho caminho…

Saudações meus amigos… Hoje contarei a vocês algo que sinto saudade, um tempo bom, que foi quase ontem…
Que saudade…
Dois mil e sete e o começo de dois mil e oito, que anos gostosos foram estes, e nem valor tinham.
Saudade de andar com os amigos, e tarde da noite sair do shopping junto com ele fechando e caminhar pelo centro escuro da boa e aconchegante Niterói. Ver os camelôs juntando suas barracas e ouvindo aquele caótico forró de algumas barraquinhas de bebida.
Andávamos muito, por ruas escuras e cheias de solidão, solidão que ia embora com todos conversando e rindo, criando momentos inesquecíveis. Era tão mágico atravessar aquelas ruas, ver as paisagens, andar e andar.
Chegando na praia de Icaraí, todos pegavam seus ônibus, e outros grandes irmãos iam para casa… E só restavam eu e mais dois amigos, dois amigos que são irmãos, que são parte de mim.
Continuávamos a meia noite pelas ruas vazias, com carros indo para lá e para cá, eu olhava aqueles carros e pensava se eles também estavam desfrutando de um bom momento, algo que lembrariam por todo o sempre. Para onde iam aqueles faróis?
Íamos pelo calçadão conversando, rindo… Aquele trio, aquele bom trio. Éramos como um grupo de heróis felizes após vencer um arquiinimigo! Passávamos por lojas fechadas e cachorros perdidos, tudo aquilo fazia parte, tudo aquilo era necessário.
Depois de passar pelos postes de luz laranja e caída, entravamos túnel adentro e víamos aqueles carros passando fazendo um imenso barulho, fazendo a poeira subir. Falávamos alto, entediamos errados… E depois, íamos novamente por outro calçadão… Aqueles prédios, aqueles restaurantes, cheios de luz e casais apaixonados, cheio de garçons cansados de trabalhar e idosos animados.
Quando passávamos por esta praia, podíamos ver Icaraí, lugar que havíamos acabado de passar.
E no fim do trajeto, nos despedíamos com apertos de mão, com fortes abraços… E eu feliz caminhava pensando no quanto aquele dia foi especial, e como foi bom aquele trajeto, algo tão simples mas tão especial.
Ao chegar em casa, eu tomava um banho e preparava um lanche, ia até o computador e continuava, horas a fio, a dialogar com aqueles irmãos…
Mas um dia meus caros, tudo há de acabar, e não foi diferente com estes momentos… Evaporaram, viraram históricos.
Mas me sinto tão feliz e tão triste… Feliz porque estes meus irmãos evoluíram, arranjaram suas parceiras e estão aproveitando a vida a dois, sendo felizes e fazendo alguém mais feliz. Acho que eles não possuem muito mais tempo pros amigos, mas eu entendo. Talvez eu, que escrevo este texto com um nó na garganta, tenha que me acostumar com o tempo que passa. E devo seguir em frente, por mais que eu me sinta triste como os ponteiros nas 6 horas.
Também estou feliz por ter aprendido que é essencial valorizar o presente, como se ele fosse aquele passado saudoso.
Como é bom viver… E ter amigos. E que bom que tenho coisas a lembrar, e não importa quantas lagrimas caiam neste teclado companheiro, eu no fundo estarei feliz por ter vivido isso.
Obrigado, a não sei quem, mas obrigado por me dar estes momentos, por me dar estes sorrisos…
Que saudade daqueles copos de ovomaltine que tinham tanto mais gosto, que saudade daquelas risadas, que saudade daquele eu…
Talvez eles nunca leiam isso, mas eu espero que saibam o quanto eu os amo, todos os meus amigos que tanto me divertiram.
Obrigrato por perder tempo com o cogumelo…
Paz e luz a vocês, meus amigos.
Um forte abraço a cada destes leitores.
Valorizem o presente, como se ele fosse o ultimo dia de sua vida… Porque um dia você pode sentir saudade dele, e talvez não tenha aproveitado o máximo que ele tinha a te oferecer…
Até a próxima.
Popularity: 3% [?]
Related posts:
- Episódio 0 – Discurso de Apresentação (É chato, aviso logo!)
- Episódio 1 – O Homem vai ao Exercito – Parte I
- Episódio 2 – O Homem vai ao Exército – Parte II (FINAL)
- Episódio 6 – Memória no Tempo
- Episódio 11 – O vicio humano chamado Amor
- Episódio 21 – As luzes da Noite, da cidade
- Episódio 23 – Tempos de Escola: 4ª Série
- Episódio 24 – Tempos de Escola: 3º Ano
- Episódio 27 – Tempos de Escola: Reformatura
- Episódio 29 – Fim de ano, ano novo!































Carlos Junior said,
fevereiro 3, 2009 @ 14:13
Massa esse post
E no fim do trajeto, nos despedíamos com apertos de mão, com fortes abraços… E eu feliz caminhava pensando no quanto aquele dia foi especial, e como foi bom aquele trajeto, algo tão simples mas tão especial.
Essa parte resumi mto bem o que vc estava sentindo
se expressou bem
Xandy said,
fevereiro 4, 2009 @ 19:19
Porra, quase chorei lendo isso cara, e pensar que uma parte desse passado que você citou eu participei e convivi cada momento da parte feliz e boa que ele teve .
Sempre sentirei saudades desse tempo, aliás , todos que estiveram presentes nesssa ” época ” no fundo, também sentirão saudades.
Não esqueça, por mais que alguns não estejam presentes, sempre serão nossos amigos, assim como sempre serei seu fiel amigo de conversas de caminhadas *o*
Tchamo cara, não me faça chorar ;~~
Nay said,
fevereiro 5, 2009 @ 15:27
Mew, vc escreve muito bem.. muito bem mesmo *_*
é foda saudade dos amigos…antigamente eu odiava as ferias pq fikava longe dos meus, inda bem q agora é diferente xD
soo, andar pela rua de noite com os amigos deve ser muito bom =)
Canovas said,
fevereiro 15, 2009 @ 17:55
Pelo menos eles estão fazendo outra pessoa feliz… Não foram engolidos pela… ESCURIDÃÃÃO… Que nem o meu trio de amigos XDD
Pelo menos você nunca vai ter que matar um deles e_e”
Aah, você é feliz e não sabe \o/
Kiko said,
março 28, 2009 @ 19:21
Essa parada brotha..essa parada…