Episódio 36 – Uma lenda chamada Dragon Quest – Parte 1

Salve salve, meus amigos! Vamos nos aproximar do delicioso mundo dos games neste episódio, veremos Dragon Quest (Dragon Warrior na américa) que é nada mais nada menos que uma lenda em pixels, uma maravilha confinada dentro de cartuchos e CDs.

Dragon Quest ou Dragon Warrior é uma série de Role Playing Game eletrônico criada por Yuji Horii e lançado pela Enix (Atualmente Square Enix) em 1986 no Japão, mas este tesouro só chegou com seus Slimes na américa em 1989.

Assim como muitos sucessos do muito RPGistico, Dragon Quest tem a cada jogo uma história diferente, com personagens diferentes mas com relações entre eles. Isso faz com que os jogos não sejam uma sequência da outra. Mais a frente vocês entenderão mais sobre isso. Os personagens (Monstros, NPCs, protagonistas…) foram todos desenhados pelo ilustre Akira Toriyama, que desenhou e criou Dragon Ball. As belas músicas foram totalmente criadas por Koichi Sugiyama que teria em Dragon Quest a sua disparada para o sucesso. Dragon Quest não fica apenas nos games, existem também mangas, animes, filmes… Você sabia que o anime Fly (Dai no Daibouken no Japão), sucesso das manhãs no SBT faz parte desta família?

Dragon Quest é simples mas complexo… Mas como assim? Você só entenderá isso conhecendo esta maravilhosa série e aqui está sua chance pra isso! Existe todo um padrão nesta série, um padrão que não é enjoativo. Podemos dizer que esta foi umas das séries que disseminou o gênero RPG no mundo, e aqui nesta primeira parte conheceremos como é todo este mundo, com detalhados reviews sobre cada game.

Salvem o jogo no rei mais próximo, coloque os melhores equipamentos e vamos nessa!


Jogos Principais

Dragon Quest / Dragon Warrior

Consoles: Famicom, MSX, NES

Ano de Lançamento: 1986 (JP) 1989 (EUA)

Este é o primeiro Dragon Quest e possui diferenças entre as versões americanas e japonesas. São algumas mudanças gráficas. Na versão Norte Americana alguns sprites foram modificados, localizações, nomes das magias e o famoso “Puff-Puff” sumiu. (Puff-Puff é auto-explicativo…). Também foi adaptada na terra do Super Sam o inglês clássico.

É com este Dragon Quest que se abre a trilogia Loto, que conta a história do jovem herói descendente do lendário Loto (Erdrick nas versões americanas) para combater o poderoso e terrível Dragonlord, um ser que está balançando as estruturas de Alefgard (O mundo em que se passa o jogo) o malvadão roubou o item Ball of Light, destruiu uma cidade e seqüestrou a princesa Gwaelin. Mediante a esta situação, o rei Lorik dá a missão ao herói de acabar com este réptil do mal e trazer para o lar a princesa. Já sabe né, o abacaxi ficou todo pro herói danado.

História simples, jogo simples, funcionamento complexo. Em tempos em que gráficos ou outras coisas não tão importantes realmente não dividiam a mente do jogador, era garantido a diversão encontrando inúmeros monstros diferentes, cidades e personagens. A trilha sonora medieval acrescentava a atmosfera do jogo um toque muito mais que especial, fazendo que as batalhas muito mais divertidas.

Todos os elementos de um verdadeiro RPG, e muito mais, elementos para um clássico.

A dificuldade era grande mas a recompensa vinha a cada passo.

Sublime!

Dragon Quest II Akuryo no Kamigami / Dragon Warrior II

Consoles: Famicom, MSX, NES

Ano de Lançamento: 1987 (JP) 1990 (EUA)

Cem anos se passaram desde o primeiro Dragon Quest mas a paz foi quebrada pelo vilão Hargon que atacou o castelo de Moonbrooke.

Esta é a premissa de Dragon Quest II, se o primeiro foi um sucesso absoluta, já pode imaginar a chegada do segundo né? Apenas imagine filas e mais filas em lojas no dia do lançamento. Sim, a febre Dragon Quest dominou o mundo e o melhor, desta vez você não estará mais sozinho!

Consegue perceber que a série está ganhando uma profundidade, não consegue?

O herói e a princesa Gwaelin partiram para terras longínquas e formaram três reinos. Desde então seus descendentes governaram Midenhall (ou Lorasia), Cannock (ou Samantoria) e Moonbrooke (ou Moonbrook). Até aí estava tudo bem até que veio o poderoso mago Hargon surgiu pra bagunçar tudo. Seu exército de monstros atacaram o castelo de Moonbrooke e tudo foi destruído, desde o pobre mercante de verde até o homem com capacetes de chifres. Mas um soldado conseguiu escapar.

O coitado conseguiu chegar até Midenhall e informou ao rei do desastre. Então você dessa vez vai ser o príncipe de Midenhall, também descendente de Loto (Erdrick) e agora você deverá andar pelo mundo e juntar forças com seus dois primos para que a paz volte a existir nesse mundo. As novas companhias diferem uma da outra, são dois homens e uma mulher. O herói é o guerreiro, o primo a mistura de guerreiro com mago e a prima a clássica maga.

Como era de se esperar esta versão também tem suas mudanças. Enquanto a versão norte americana utilizava-se do recurso “Save game”, ou seja, salvar o jogo, a versão japonesa contava com o clássico (e saudoso) password.

A introdução em Moonbrooke é exclusiva de Dragon Warrior II. No Dragon Quest (que é a versão japonesa) o jogo começa diretamente com o soldado ferido pedindo ajuda ao rei de Midenhall.

Mas se você pensa que é aqui que termina Dragon Quest, está redondamente (igual a um Gold Slime) enganado!

Dragon Quest III Soshite Densetsu e… / Dragon Warrior III

Consoles: Famicom, NES

Ano de Lançamento: 1988 (JP) 1991 (EUA)

3.9 milhões de copias vendidas no Japão. Isso causou a criação de uma lei que impediria o lançamento de Dragon Quest em dias de semana. Até hoje essa lei existe, até hoje Dragon Quests somente são lançados em fins de semana.

Agora sim a coisa ficou espetacular! Dragon Quest III é um game que só de eu falar, já me entusiasmo.

Dessa vez capricharam no pó Royal, tudo está imensamente maior! Este clássico absoluto balançou as estruturas do mundo dos RPGs, que nunca mais foi o mesmo.

Finalizando com chave de ouro a trilogia Loto, Dragon Quest III nos remete a antes de Dragon Quest I.

Dessa vez temos classes, sim, classes! As classes são Hero (permitida apenas ao protagonista) Soldier (Warrior), Fighter, Pilgrim, Jester (Goof-of), Merchant (Dealer), Mage (Wizard) e Sage (Que não é escolhido inicialmente) que podiam ser modificadas depois no Temple of Dharma (Local que ficou permanente na série Dragon Quest depois disso). Isso possibilitou uma criação do grupo ideal que varia de jogador para jogador. Ah sim, você pode também escolher entre ser homem ou mulher!

Também surgiu a mudança da noite para o dia e vice-versa. Pensou que acabaram as novidades? Nem pensar! Temos agora uma caravela e uma lendária Fênix chamada Ramia (ou Lamia) que coloca qualquer airship no chinelo!

A história dessa vez começa no 16º aniversário do protagonista. Ele é acordado por sua mãe que o manda ir falar com o rei de Aliahan. O herói dessa vez não é descendente de Loto (Erdrick) mas sim de Ortega, um poderoso guerreiro que desapareceu em um vulcão há muitos anos atrás.

Chegando até o rei e cruzando um belíssimo castelo (afinal alem das inovações, o jogo ficou muito mais belo) ele te dá a seguinte missão: Destruir Baramos, um arque demônio que ameaça destruir o mundo. E diz que para isto é preciso muito treinamento e uma equipe de aliados!

Aonde conseguir aliados? Na lendária Taverna de Rudra! Você poderá recrutar e criar personagens que serão sua companhia.

A história se desenrola em um mundo imenso repleto de mistérios e pessoas precisando de ajuda, um épico. É um jogo imenso, até porque a história não conta com um só mundo e nem termina depois de se derrotar Baramos…


Comerciais de TV
Dragon Quest

Dragon Quest II / 2º Comercial
Dragon Quest III / 2º Comercial
Dragon Warrior

Então galera, aqui termina a primeira parte da série que vai contar tudo sobre Dragon Quest pra você! Na segunda parte a nova trilogia e os outros jogos principais da série!

Se você conhece então com certeza sabe como essa série é boa…

Se você ainda não conhece, vai jogar logo!

Um abraço grande e OBRIGRATO POR PERDER TEMPO COM O COGUMELO!

Até a próxima!

Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Parte 6
Parte 7
Parte 8







Sobre o autor

Pedro Casanova Fundador do Cogumelando e assassino de aluguel nas horas vagas. Amante de muitas coisas, dentre elas cinema, séries, literatura, games, quadrinhos, música, motocicletas e carros antigos. Nem nerd nem descolado, é especialista em levar diversão a sério e o sério na diversão.

 

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5 comentários até agora »

  1. 1

    Reinaldo Ferreira said,

    março 17, 2009 @ 1:19

    Pedro, matéria e pesquisa excepcional sobre um dos grandes clássicos do videogame. Se a gente fosse falar de Dragon Quest teríamos assunto para mis de metro, já que a série esteve presente não só em console mas também em alguns portáteis e não vamos nos esquecer que marca presença na nova geração.

    Concorrente direto de F.F. durante as saudosas eras 8 e 16 bits, a unica coisa que atrapalhou um pouco a popularidade desta série foram as demoras e traduções tardias, mas para todo bom RPGista que se preze, ninguém estava nem ai se estava em japonês, o grande barato era desvendar os segredos e enigmas das dugeons cabulosas.

    Pedro, parabéns de verdade pelo seu mais novo trabalho, e quero que seja presença absoluta em nossa comunidade. O mundo e análise de games ganha muito com este trabalho.

  2. 2

    Tinho [DQVIII - Orkut] said,

    março 18, 2009 @ 1:22

    Muito bons os reviews cara! DQ é de um dos títulos mais influentes do mundo dos games. Eu estou conhecendo ainda as raízes, mas percebo a importância!

    Estou no aguardo da continuação! Abraço.

  3. 3

    admin said,

    março 18, 2009 @ 3:43

    Primeiramente, muito obrigado pelos elogios e comentários! Opiniões aqui valem como ouro (ou a experiencia dada por um Metal Slime).

    Dragon Quest tem um quê, eu não sei o nome… Mas é algo que atrai.
    É fabuloso!

  4. 4

    kid chameleon said,

    agosto 9, 2009 @ 19:08

    Dragon Quest é uma obra Prima Feita por dois genios Akira Toryama e Yuji Horii que ja explica o sucesso!Muito bom o post!

  5. 5

    mamanechan said,

    agosto 13, 2010 @ 15:04

    pena que muitos não dão o devido valor ao jogo, por causa do grafico que não chega aos pés de um FF, apesar de gostar muito do FFVII, adoro o DQV, onde posso me envolvel além da dungeon complicada uma história muito emocionante… (e também o primeiro game de RPG para consoles que joguei XD)

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