Episódio 37 – Fliperama. Sobrenome: Febre

Insert Coin! Brincadeira, vocês não vão precisar colocar uma ficha pra ler este episódio!
Galera querida! Tudo bom? Espero que sim!
Neste episódio falaremos de uma febre, de uma mania que nos assolou nos anos 90. Uma coisa maravilhosa chamada Fliperama (ou Arcade).
Pra você que não ligou o nome ao objeto, são aquelas caixas com telas, botões e uma alavanca que ficava em qualquer boteco ou padaria.
Já lembrou né? Então vamos viajar no tempo!
Se você tem mais de 15 anos, sabe do que eu estou falando.
Em botecos, barzinhos lá no canto, as vezes até perto do jogo do bicho, tinha um ou mais fliperamas, e ali todo mundo jogando, rindo e se xingando! Sim, bem hardcore!
Se desse mole até rolava umas apostas valendo caramelos do Zorro ou uns trocados!
O que fazia a cabeça naquela época era The King of Fighters (De Quingou Faiti), Samurai Shodown (Samurai Chandão), Street Fighter II (Estritou Faiti) e Cadillac Dinossaurs (Cadilaque Dinossauro).
Várias fichinhas corriam soltas, que mais lembravam aquelas fichas telefônicas da Telerj.
E pra ficar melhor? Só quando o lugar era bem sujo, cheirando a cerveja e com chão sem piso nem nada.
Em meio a bêbados e discussões de futebol tecíamos uma linda história eletrônica.
“Tiow, me dá uma fichaê”, “agora vou jogar a vera”… Algumas das frases mais usadas neste sagrado ressinto, e não vamos esquecer da Athena e seu “Sai cocô” e Kyo Kusanagi (Esse vocês já imaginam o que diziam…).
Era fabuloso, as zoações perante a derrotas ou a Rugal sendo vencido de perfect, não importa o que era, era sempre uma vibração imensa.
Ah sim, as lendas! Akuma Incorporado, Shen Long em Street Fighter, Personagem de Streets of Rage em Cadillac Dinossaurs… Tudo mentira? Claro! Mas esses mitos tão deliciosos só se quebraram com muito tempo. Quando informação só vinha em revistas ou no boca-a-boca, qualquer história bem contada se tornava um fato e se espalhava mais rápido que vírus de Orkut!
Perto da minha casa existe um “fliper” com KOF mas… Não existem mais tantos quanto antigamente. Com a chegada de emuladores, vídeo games overpowers e internet isso foi sendo destruído. Não é nostalgia, não é aversão ao atual… É simplesmente um fato.
No máximo o que você vê agora são maquininhas de apostas por aí a fora, porque aqueles fliperamas cheirando a alvejante simplesmente sumiram. Não sei pra onde foi, mas eu queria que viessem pra minha casa!
Mas nem tudo está perdido, eles ainda sobrevivem em alguns shoppings. Ficam lá solitários reprisando cenas do jogo, ou mostrando por minutos a fio aquela tela escrita “Insert Coin” esperando um veterano, ou até mesmo bobinho curioso, pra descobrir o imenso e maravilhoso mundo que existe dentro daquela caixa.
Infelizmente o Brasil faz parte dos países que substituíram coisas legais por coisas legais, ao invés de acrescentar. Vejamos o Japão, até hoje lá existem fliperamas, alias casas dedicadas apenas a isso! Também existe internet e tudo mais, mas aí que entra a questão somar e não substituir.
Eu sonho que o Brasil volte a ter essas maquinas, não será como antes, é lógico, mas seria sublime.
Eu aposto que fliperamas são mais lucrativos que lan houses e seus jogos amassados e repetidos!
Mu? O que é Mu perto de um Marvel x Capcom? Não é nada!
No fliperama mais forte é quem joga melhor, quem tem mais habilidade (e dinheiro, vamos admitir).
Vamos construir juntos isso? Tornar isso real?
Se algum dono de bar ler isso, simplesmente coloque um fliperama em seu bar e ajude a reconstruir a diversão boa.
Os tempos são outros, eu sei… Mas vamos ter em mente que seria perfeito misturar o que é legal antigamente e o que é legal atualmente.
Pense nisso!
Abraços galera! OBRIGRATO POR PERDER TEMPO COM O COGUMELO!
Até a próxima!
Related posts:



















Juan said,
abril 3, 2009 @ 13:43
vô abrir o guest, uhuuu
eeeu LEMBRO dessa epoca! jogaar The King of Fighters era o BIXOO, e Marvel X Capcom, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk nem se fala.
Sobre o INSERT COIN, meu pai naum deixava eu jogar, ou seja, naum me dava R$$$ (axo q ele tinha medo de me viciar) asoudhasuodhuoashduohaso ‘
Faz tanto tempo q isso ficou pra “trás” q eu nem sinto mais saudade, pra mim tá eer NOSTALGICO :S, maas tá valendo
anselmo said,
maio 22, 2010 @ 22:57
nussss…..mto loko msm