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Episódio 62 – O Hotel Perdido no Tempo

Salve galera!

Neste episódio será retratado um caso singular, algo realmente misterioso.
Os sintomas deste episódio são arrepios, olhos brilhando e vontade de visitar o lugar citado. É, preparem-se!

Essa coisa toda começou de uma forma comum, num outubro de 1979. Dois casais de Dover, Inglaterra, partiram em férias com o objetivo de viajar através da França e da Espanha. Eles acabaram indo pra outro mundo, ou outro tempo.

Geoff e Pauline Simpson (não, não são parentes do Homer), juntamente com os amigos Len e Cynthia Gisby, subiram a bordo de um navio que os levou pelo canal da Mancha até a costa da França. Por lá, alugaram um carro e pegaram estrada pro norte. Por volta das 21h30 da primeira noite, no dia 3 de outubro, sentiram-se cansados e procuraram um lugar para tirar um relax. Saíram da estrada principal quando viram um motel com aparência simpática.

No saguão, Len encontrou um homem vestido com um estranho uniforme cor ameixa. Este homem informou que não havia vagas, porem que existia outro pequeno motel mais ao sul. Len agradeceu (que educadinho) e seguiram pro local indicado.

Durante o caminho, estranharam a estrada.que era um tanto insalubre – estreita e pavimentada de pedras, e as construções antigas que circundavam o local fazia tudo parecer um museu de cera. Eles viram também cartazes anunciando um circo muito antigo.

Pauline recordou, falando que era um circo muito antigo e por isso ficou interessada, danada. Finalmente, os viajantes encontraram uma grande construção com uma série de janelas iluminadas. Alguns homens conversavam à porta e quando Cynthia falou com eles e foi informada de que o lugar era uma hospedaria, não um hotel.

Continuaram pela estrada, até encontrar duas construções: A delegacia de polícia e um prédio antigo feito de madeira maciça; não havia toalhas nas mesas, nem evidência alguma de invenções modernas e convenientes como telefones ou elevadores.

Os quartos eram o sinônimo do estranho. As camas tinham cobertas pesadas e travesseiros? Nem pensar! As portas, sem fechaduras, eram trancadas com tramelas de madeira. O banheiro, que os casais teriam de usar em conjunto, era obsoleto. Se eles planejavam uma surubinha, foi tudo por água a baixo.

Após o jantar, os casais retornaram a seus quartos e dormiram. Foram despertados quando os raios de sol despontaram através das venezianas de madeira, sem vidro. Voltaram à sala de refeições e tomaram um café da manhã simples. Segundo Geoff, só foi servido um café que era preto e horrível.

Enquanto eles estavam sentados tomando o café, uma mulher usando vestido de noite de seda e trazendo um cãozinho nos braços, sentou-se em frente a eles. Não se podia ver os olhos da mulher.

Logo depois, dois gendarmes (policiais franceses que surgiram após a Revolução Francesa) entraram no local com uniformes mais antigos. Os uniformes eram azul-escuros e eles portavam capas nos ombros. Seus chapéus eram grandes e pontiagudos.

Devido as excentricidades, os casais terminaram o cafezinho e quando foram pros quartos, os dois maridos, separadamente, tiraram fotos das respectivas mulheres junto às estranhas janelas daquele hotel.

Na saída, Len e Goeff  conversaram com os gendarmes sobre a melhor maneira de voltar à auto-estrada para Avignon, e para a fronteira com a Espanha. Eles pareceram não entender o significado de “auto-estrada” e os viajantes pensaram que talvez não tivessem pronunciado a palavra autoroute de forma correta. As informações recebidas foram podres, e assim o grupo de amigos acabaram saindo em uma velha estrada, alguns quilômetros fora do caminho desejado. Aí decidiram usar o mapa e encontrar um caminho mais direto que os levasse a rodovia.

Colocada as bagagens no carro, Len entrou novamente no hotel para pagar a conta e ficou surpreso quando o gerente cobrou apenas 19 francos, imaginando estar havendo algum mal-entendidox explicou que eles eram quatro e que tinham feito uma refeição.

O gerente limitou-se a balançar a cabeça afirmativamente e Len mostrou a conta aos gendarmes que sorriram e indicaram que não havia nada de errado. Ele, provavelmente feliz pela baixa conta, pago e deu no pé antes que o gerente mudasse de idéia. (Danaaado!)

Ao retornarem, após duas semanas na Espanha, os casais decidiram parar no hotel outra vez. Haviam se divertido bastante ali e os preços eram tentadores. A noite estava chuvosa e fria, e a visibilidade péssima, porem os quatro acharam o trevo e viram o cartaz do circo.

Era a estrada certa, só que não havia nenhum hotel nas redondezas. Imaginando que de alguma forma pudessem ter passado por ele sem avistá-lo, os quatro voltaram ao motel onde o homem com roupa de cor ameixa havia dado a indicação. O motel estava ali, mas não havia nenhum homem com uniforme diferente e o funcionário ainda negou que tal individuo trabalhasse ali.

Os casais percorreram mais três vezes a estrada, seguindo pra cima e pra baixo à procura de algo que, eles agora começavam a perceber, já não mais existia.

O hotel havia sumido sem deixar vestígios. Seguiram em direção ao norte e passaram a noite em um hotel em Lyon. Quartos com instalações modernas, café de manhã e jantar custaram-lhes 247 francos. Ou seja, se fuderam de Vermelho e Azul.

Retornando a Dover, Geoff e Len mandaram revelar os filmes. Em ambos os  rolos, as fotos do hotel que eles haviam tirado estavam no meio. No entanto, quando receberam as fotos, faltavam aquelas que haviam sido feitas dentro do hotel. Não havia nenhum negativo estragado. Todo o filme estava completo. Era como se, magicamente, as fotos do hotel jamais tivessem sido tiradas – exceto por um pequeno detalhe que um repórter da televisão de Yorkshire percebeu:

- Havia clara evidencia de que a câmera tentava avançar um quadro na metade do filme. As perfurações laterais dos negativos estavam danificadas.

Os casais mantiveram silencio sobre a experiência por três anos, contando-a apenas amigos e familiares. Um amigo encontrou um livro onde se afirmava que os gendarmes usavam os uniformes citados antes de 1905. Finalmente, um repórter do jornal de Dover ouviu o relato e publicou uma matéria. Posteriormente, foi produzida uma dramatização pela emissora de televisão local.

Em 1985, Albert Keller, psiquiatra de Manchester, hipnotizou Geoff para ver se podia faze-lo recordar de mais algum detalhe a respeito do evento. Sob hipnose, ele não acrescentou nada de novo ao que podia lembrar conscientemente.

Janny Randles, escritora inglesa que investigou esse caso bizarro, fez o seguinte comentário:

- O que será que realmente aconteceu aos quatro viajantes naquela região campestre da França? Terá sido uma viagem no tempo? Nesse caso, por que então o gerente do hotel, aparentemente, não se mostrou surpreso com o veículo e com as roupas futuristas dos casais? E mais: Por que aceitou o pagamento em notas de 1979, que, certamente, são coisas que causariam espécie em alguém que vivesse em algum lugar no passado?

Os viajantes – talvez viajantes do tempo – não tem nenhuma explicação.

- Só sabemos que aconteceu – concluiu Geoff.

Curioso, não? Essa história eu mando em homenagem à uma data estranha que surgiu no meu SMS receiver, datada de 30/12/1899. E ao 31/12/1969 que apareceu na comunidade Teoria da Conspiração.

Minha teoria sobre esta viagem, é que ao tempo deles, tudo se adaptou a logística. Ou seja, as roupas se adaptaram às do tempo assim como as notas, e os carros viraram cavalos ou definitivamente nada.

Talvez parte do grupo estivesse noutro tempo, assim sendo, eles estariam atuando no tempo atual e no passado, explicando o motivo pro carro não aparecer no passado.
Você tem mais alguma teoria? Podem enviar! Este é realmente um caso estranho, beeeeem estranho.

PS: Este é o post e o link automatico produzido foi com 666, meeedo!

OBRIGRATO POR PERDER TEMPO COM O COGUMELO!
Até a próxima, pessoal!

Au revoir!

  del.icio.us this!

3 Responses so far »

  1. 1

    Canovas said,

    setembro 27, 2009 @ 1:17

    CAAAAARA… Será que o Hotel já tava até acostumado com esse tipo de fenômeno? XD

    “Ah, a gente vive por aqui… Mas recebe cada dia uma gente mais estranha que a outra… Sabemos que são humanos, mas não sabemos de onde vem… Então a gente consegue informação de uns artefatos estranhos que nóis vende pra uns carinha que se chamam de “mação”… É um trabalho digno, apesar de tudo!!” XD

  2. 2

    Hugo said,

    setembro 30, 2009 @ 8:47

    Muito interessante e curioso. Você poderia citar a fonte. Este caso, junto com outras dezenas de casos similares, está reportado na obra de Charles Berlitz “O Livro dos Fenômenos Estranhos”. Simplesmente não consegui parar de ler! Pena que não estou encontrando um exemplar à venda =( , então tive que me virar com e-book … Assim que eu encontrar um é compra na certa ;)

  3. 3

    Daniel Pinedo said,

    outubro 7, 2009 @ 2:18

    Esse universo é cheio de mistérios para ser descobertos. Isso me faz lembrar que tenho que voltar a pesquisar mais sobre eventos msiteriosos como esse e outros mais.

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