Episódio 76 – Grand Theft Auto III – Vendetta Latina Pt.2

Capitulo 2
Alguns dias se passaram, Claude havia finalmente se estabelecido na cidade. Era uma quarta-feira quente, o dia foi de sol forte. Resolveu ir ao clube para ver qual era o serviço e ao chegar à entrada dos fundos deu de cara com Luigi conversando com Mike, pareciam estar discutindo algum acontecido, mas interromperam assim que o viram.
- Ei, preciso falar com você… – falou para Claude e virou-se para o gorila – Tudo bem Mick, eu falo com você depois.
Hamfists olhou Claude de cima embaixo como fazia sempre, não parecia confiar nele.
- Como vai, garoto? O filho do Don, Joey Leone, quer um pouco de ação com sua garota de sempre Misty. Pegue-a em Hepburn Heights… Mas cuidado, é a área dos Diablo. – E deu um papel com alguns endereços para Claude. – Faça isso rápido, Joey não é do tipo que gosta de esperar e lembre-se, é o seu cu na reta… Então mantenha os olhos na estrada e não em Misty! – Terminou virando e voltando para o Clube.
Claude confirmou com a cabeça e voltou para a rua. Pegou seu kuruma e acelerou, não ficava tão longe de sua casa. Era uma área de apartamentos baratos habitados por latinos, prostitutas e traficantes. A área era comandada pela gangue latina dos Diablos, que desfilavam em modelos antigos pintados e envenenados, típico deles. Era comandado por El Burro, poderoso no ramo da pornografia. Talvez seu próprio bairro fosse sua inspiração.
O rapaz seguiu o endereço e parou na calçada, próximo ao apartamento. Buzinou e Misty saiu indo em direção ao carro. Seus cabelos estavam molhados e seguiu ao carro, os dois trocaram sorrisos. Entrou e sentou-se no banco de trás, ele abriu a porta para ela de dentro mesmo.
- Você está trabalhando para o Luigi agora, né? Já era hora dele conseguir um motorista em que possamos confiar!
Claude gostou desse comentário. Olhou em volta, fez uma pequena barberagem, dando ré e virando bruscamente cantando os pneus. Foi em direção ao porto, seguindo as indicações do endereço. Com uns vinte minutos de corrida, chegou até a garagem do Joey. Ficava em Trenton, área repleta de fábricas. Ocupava todo o quarteirão, era um armazém espaçoso de tijolos e telhado de zinco.
Claude estacionou o carro, saiu e abriu a porta para Misty. Ela tomou a frente, abrindo a porta de alumínio e entrando na mecânica. O rapaz foi logo atrás. A oficina era ampla, com vários carros e peças para todos os lados. Haviam alguns latões nos cantos, tonéis de gasolina e ferramentas na parede. Ao chegarem, Joey parecia estar trabalhando em algo.
- Joey! – Misty correu e abraçou o homem. – Quando eu vou poder me divertir com o seu brinquedinho de novo?
- Estarei com você em um minuto, vagalume! – Disse para Misty, dando um tapa em seu bumbum.
O ítalo-americano era de estatura mediana, típico filho de sicilianos. Estava com uma roupa larga e branca suja de graxa, seu uniforme. Segurava uma chave inglesa, que deixou em cima de um latão quando se aproximava até Claude. Seus olhos eram claros e seu rosto era sombreado pela barba. Limpava as mãos sujas. Sua paixão por carros estava evidente, a esta altura, e Claude gostava disso.
- Olá, eu sou Joey. Luigi disse que você é interessante então volte e vai haver alguns trabalhos pra você. Tudo bem?
O rapaz afirmou com a cabeça e saiu.
Agora se tratava do filho do Don e não apenas um cafetão. Claude seria respeitado, teria apoio daqueles italianos que estavam no negócio tempo o suficiente para até mesmo dar aula a aqueles colombianos.
Tudo soava bem.
Capitulo 3
Luigi Goterelli nasceu em Liberty City, filho de uma siciliana e um irlandês e se tornou associado à Família Leone abrindo posteriormente seu próprio negócio, Luigi’s Sex Club 7. Um homem de sucesso, sabia jogar, sabia o que tinha em mãos. Há mais de dez anos comanda o lugar e qualquer um que tenha aspiração a ser maior do que ele acaba por ser derrubado de uma forma ou outra.
Quando Sonny Forelli, chefão da Família Forelli morreu em Vice City, a família Sindacco se viu forte o suficiente para entrar em Liberty City e abrir caminho para dominar o Distrito da Luz Vermelha, e de fato, conseguiu até mesmo conquistar o clube de Goterelli e mudar o nome para Paulie’s Revue Bar, mas por pouco tempo.
Toni Cipriani, atual Capo e outros membros de confiança da Família Leone em 1998 invadiram o local e deram cabo de todos sem muito esforço. A história ganhou mais força quando Joseph Daniel O’Toole, em pedófilo obeso, traiu os Sindacco e se uniu aos Leone. Isso consolidou o poder no local e posteriormente os inimigos haviam sumido das ruas.
Desde então Goterelli tem tido muito sucesso em sua carreira embora o jornal Liberty Tree esteja o acusando de ser cafetão e os Diablos, constantemente, tenham ameaçado seus negócios.
Já Joey Leone é o ítalo-americano que nunca teve ambições de se tornar grande na família. Isso ficou claro desde quando seu pai, Salvatore, se tornou Don na década de oitenta. No período de 1987 e 1992 empregou alguns garotos para roubar carros para sua garagem recém-criada de Trenton na ilha Portland. Embora seja apenas um mecânico, suas conexões vão até San Andreas, e qualquer um que seja uma ameaça vai ser eliminado de uma forma ou outra, suas costas são quentes afinal.
Salvatore não vê isso com bons olhos, gostaria que seu garoto fizesse parte da família. Por vezes tenta coloca-lo no negócio, seja mandando carros para consertar ou convidando as reuniões. Toni Cipriani, o capo, o aceita assim, o considera como um filho. Joey vê na família o seu maior apoio, e é grato por isso, mas não quer fazer parte de algo tão sério. Preferia considerar apenas os laços de sangue e de afeto, que se tornaram mais forte ainda quando sua mãe faleceu. Sua vida sempre foi simples – se tinha que matar alguém, matava, não eram inocentes mesmo. Estava em seu sangue. Preferia trilhar seu caminho, assim soava certo.
O maior elo entre Joey e Goterelli, era Misty. Tornou-se importante à cerca de um ano. Misty sempre soube jogar as cartas certas, mesmo quando trabalhou com a Yakuza em Staunton. Quando conheceu Joey, viu nele uma grande oportunidade de crescer. Ela estava certa, agora tinha um homem influente a bancando. Era o que nenhum namorado dos tempos de escola havia feito, e nem seu pai bêbado que ela havia abandonado junto de sua mãe submissa.
Estava tudo ótimo: Joey fazia o trabalho nela, ela ganhava seu dinheiro e influencia necessárias para viver.
Capitulo 4
Claude estava trabalhando. O submundo já conhecia bem quem era ele. Até onde se sabia, Luigi Goterelli estava satisfeito com seus serviços. Houve a história de que Claude arrebentou com uns latinos em Harwood a mando do cafetão. Uns Diablos estavam explorando as putas dele. Estavam até mesmo conseguindo um bom dinheiro no território alheio, mas isso tinha que parar. Foi aí que, em um sinal vermelho, ele interceptou o carro dos dois homens com um calibre 12 e disparou todas as balas contra o vidro da frente do veiculo. Os dois nem tiveram chance de se defender, embora estivessem armados. Seus tórax foram explodidos pelas balas.
Naquela mesma noite, Claude correu a cidade lotando um táxi de prostitutas selecionadas a dedo por Goterelli. Era o presente dele para a policia, que comemorava uma festa naquela noite. Tudo corria bem. Luigi poderia ter usado os garotos da família, mas para quê? Seria problemático demais envolver o nome da família nestes casos. Claude queria crescer e dar esta oportunidade ao garoto seria até mesmo de bom tom perante aos seus. O rapaz da Costa Oeste começara a enriquecer e convocar todas as luzes do holofote para si mesmo. Provavelmente o Cartel já sabia até onde ele morava.
Era chegado o momento de saber o que Joey desejava. Naquela manhã, Claude estava feliz como uma criança. Comprou um bip para receber as informações visto que celulares não são tão confiáveis, fez a barba, cortou o cabelo e comprou algumas roupas. Queria parecer apresentável ao filho do Don. Seria um momento importante.
Quase na hora do almoço, foi até a garagem. Bateu a porta e esperou Joey, enquanto ajeitava sua jaqueta. Era um dia de sol, não muito forte, mas o suficiente para crianças irem à praia.
- Entre! – Gritou Leone lá de dentro.
Claude entrou e viu o mecânico um pouco nervoso, mexendo em um computador informalmente arrumado sob uma bancada. Misty estava sentada em um latão balançando suas pernas.
- Ei, eu to entediada! Quando vamos fazer alguma coisa? – Reclamou a mocinha, não ligando para a presença de Claude. Ela parecia ignora-lo na presença do Leone.
- Um momento, coração. Eu tenho uns negocinhos pra cuidar. – E caminhou até Claude, continuando – Eu tenho um trabalhinho pra você, parceiro. Os irmãos Forelli estão me devendo dinheiro há um tempo e eles precisam aprender algo sobre respeito. Não vai ser um trabalho fácil, mas nem tão difícil. – Advertiu ele.
Claude mal podia imaginar o que seria.
- “Boca” Forelli está enchendo sua cara gorda no St. Mark’s Bistro, então roube o seu Idaho e leve até o canto do Bola Oito em Harwood. Você conhece o Bola Oito, certo? Assim que você colocar a bomba, leve o carro de volta para onde achou. Não sei que carro ele vai usar, o pezzonovante está sempre trocando. Assim que voltar, sente-se e veja todo o show. – Começou a virar-se indo até seus afazeres, e seguiu falando – Mas seja rápido, ele não estará almoçando para sempre.
O assassino correu até seu kuruma do lado de fora, mas antes pegou uma chave de fenda. Agora ele tinha a certeza que não estava brincando. Ia mexer com gente grande, e Leone pouco se importava com isso. Precisa fazer, e fazer bem feito.
Mike “Boca” Forelli nasceu e foi criado nos Estados Unidos, e se uniu aos assuntos da família bem cedo. Era conhecido por ser comilão e apaixonado por carros, marcando sempre presença no Marco’s Bistro, um restaurante em St. Mark próximo à linha do trem aonde os Forelli se reuniam. Andava sempre acompanhado, exceto quando ia comer. Sentia-se seguro o suficiente naquele restaurante, quem diabos iria mexer com ele ali? Covarde, mas estava começando a ficar influente na família.
Claude deixou seu automóvel em uma rua próxima, perto do penhasco que dava vista à praia e o porto. Não queria que ninguém tivesse provas contra ele. Atravessou a rua e procurou por um Idaho estacionado. Havia um furgão, um pick-up e um Idaho com lona. Era aquele.
Discretamente se aproximou do carro, olhando em volta. Havia alguns guarda-costas rindo próximos há uns grandes sombreiros. Estavam tendo um bom momento, mas ao mínimo barulho, pegariam seus trabucos. Claude colocou a chave de fenda entre a maçaneta e a fechadura e começou a fazer força para que ela entrasse. Temia que algum pedestre visse, muita gente passava por ali perto. O bistrô ficava em um ponto bom.
A chave caminhou pela fechadura, fazendo pressão no miolo da porta. O rapaz já havia feito isso anteriormente, mas naquele tempo só tinha a policia como inimigos. Agora tinha alem deles uma família mafiosa. O nervoso começou a tomar conta. Com um pouco de força, a chave girou e destrancou o carro. Não foi um bom trabalho, a fechadura estava arrombada. Claude entrou no carro e hesitou um pouco, mas esqueceu isso e devagar saiu dali. Caindo fora do estacionamento, acelerou a toda, descendo a avenida e virando com calma – a policia não podia segui-lo.
Dirigiu até próximo um ferro velho e virou em direção a uma pequena entrada de terra. Os portões com grades entrelaçadas de alumínio já estava com as portas abertas. Claude se lembra daquele lugar, passara ali diversas vezes. Subiu uma pequena rampa e virou em direção a uma garagem. Bola Oito estava lá. O tempo se passava e não estava ajudando.
- Joey já me avisou tudo, deixa comigo… – Bola Oito arregalou os olhos ao ver a fechadura – Você estuprou essa porta, caralho! Vamos, conserte isso enquanto eu instalo o bagulho aqui.
Bola Oito começou a trabalhar rápido, já tinha preparados vários pacotes com alguns fios. Claude pegou ferramentas, como outras chaves de fenda e um pequeno martelo, para deixar ao menos apresentável aquela tranca. O sistema dela estava funcional, mas havia um dano feito ali que precisava ser disfarçado.
- Puta que pariu! Essa porra de carro tem uma chapa de ferro embaixo do banco.
Isso era um mau sinal. A bomba seria instalada embaixo do banco do motorista e os fios seriam conectados ao acelerador. Assim sendo, quando ele desse partida os explosivos se acionariam. Entretanto, com aquela proteção, o dano não seria forte o suficiente para matá-lo.
- Seguinte, eu vou colocar os dispositivos normais e encher de explosivos em volta, de forma que quando o dispositivo exploda, as outras bombas farão o mesmo pelo impacto. Só não bata esse carro ou do contrário quem vai para os ares é você!
Isso iria demorar um pouco. Claude terminou seu serviço e caminhou até a entre aberta porta da garagem e colocou as mãos na cabeça. Procurava já uma maneira de se livrar de todo o problema que se metera. Seu coração batia forte, sua boca pedia por água. Suas mãos tremiam. Bola Oito voltou rápido, segurando com dificuldade vários embrulhos em papel laminado. Suas mãos ainda estavam ferradas.
Agora podia compreender o trabalho do Bola Oito. O que ele fazia para a
Família. Era naquela tímida garagem que ele ceifava diversas vidas com seus explosivos. A 8’Ball Autos funcionava assim. Talvez alguns carros fossem consertados também.
Era difícil duas pessoas se locomoveram naquela garagem. Era apertada e cheia de caixas, por várias vezes Claude quase derrubou tudo. Com uns 20 minutos de preparação, o carro estava pronto.
- Veja, há um detonador entre o freio e o acelerador. Não pise nele, pode quebrar, então acione-o com a mão. – Dizia enquanto mostrava um interruptor de parede adaptado com um fio. – Desligue o carro, deixe-o apertado, certifique-se de deixá-lo ligado. Assim que ele ligar o carro, já era. Agora corra!
Claude se meteu no Idaho e acelerou cantando pneu e levantando poeira quando chegou à pequena parte de terra. Saiu para a rua e subiu as ladeiras, estava realmente rápido. Começara a furar sinais vermelhos, pouco importava agora. Pôde ver o restaurante, diminuiu a velocidade, estava em cima da hora. Virou a curva e posicionou o carro na vaga. Saiu pela porta, a fechou com força para se trancar e começou a se afastar.
Foi para o outro lado da rua e entrou em seu kuruma. Em coisa de três minutos, o Forelli apareceu descendo as escadas. Os seus gorilas ficaram atentos, observando-o. Era um homem de meia idade acima do peso. Era mais barrigudo do que gordo. Usava um chapéu marrom, blusa de seda aberta com estampa dourada e roxa e calças sociais marrom. Eram roupas caras. Conversava com os rapazes alguma coisa e ria.
Tirou as chaves e colocou na fechadura, continuou conversando e Claude ficou realmente nervoso – ele estava tendo dificuldades em abrir. Forçou a porta e conseguiu destrancá-la. Deu um tapinha no ombro de um dos homens e entrou no carro. Os outros caras saíram ajeitando o terno e conversando entre si. Boca se ajeitou, colocou uma de suas mãos brancas e rosadas no volante. Na outra, a chave ligava o carro.
Todos os pedestres tiveram sua atenção puxada para o estacionamento do restaurante quando um estouro seco e curto ecoou pela avenida. Foi rápido, mas Claude pode ver o teto de lona e a porta do motorista voando longe. O impacto foi tão forte que abriu o porta-malas e arriou o carro.
Quando Boca deu partida, chamas começaram a pular de debaixo do banco. Em instantes, a bomba lançou o Forelli até o banco do lado. A placa de ferro furou e parte do impacto passou pelo banco forrado a couro e dilacerou sua parte glútea e suas pernas, lançando carne e ferro para os ares. O sangue que espirrou formou uma fumaça no ar e os pedaços de ossos voaram na parede. Sentia gosto de sangue e estava entalado com sua comida. Soltava engasgos abafados como um porco ao ser açoitado – a comida subiu à sua boca no momento da explosão.
Forelli morreu e o carro começou a pegar fogo. Claude saiu calmamente com o carro – dessa vez iria se livrar dele, afunda-lo em algum pedaço do mar que banhava a cidade. Em menos de cinco minutos pessoas cercavam o restaurante e os Forelli assustados tentavam espanta-los. Suas mãos tremiam, ele sorria por ter conseguido isso. Teve uma crise de tosse nervosa mais tarde, mas sua missão estava cumprida.
O velório de Mike foi feito com caixão fechado. Alem da explosão, o fogo rapidamente consumiu o carro e estorricou grande parte de sua pele. No IML, os legistas encontraram ainda comida em seu estomago. Não havia sido digerida ao todo. Mike “Boca” Forelli morreu de barriga cheia.
Claude ganhou 10.000 dólares em dinheiro vivo e agora se sentia capaz de continuar com tudo isso. Poderia estar morto agora, mas não estava então quem liga? Naquela noite mesmo Claude jogou o kuruma no mar, próximo ao farol. Continuou em sua casa, aquela era área dos Leone e estaria seguro ali. Por conselho do mecânico, ficaria fora dos serviços da Família por um tempo, até a poeira assentar. Ele prometeu ajudar o garoto nessa transição, e em uma terça-feira, Claude encontrou uma cesta em sua porta. Havia pão, queijo e presunto. Seu almoço seria farto. Luigi mandou para ele suas garotas de confiança, para que animasse o calado.
Por essas semanas, apenas faria trabalhos pequenos e nas áreas seguras. Goterelli se encarregou de passar para ele qualquer trabalho que lhe fosse salubre. Joey o mesmo.
Aquele foi um tempo que teve suas vantagens – nunca ganhara tanto na vida assim. Neste momento, Claude podia imaginar porque Catalina havia escolhido aquele caminho.
E bem, se era para jogar tudo para o ar, que se jogasse então!
***
CONTINUA NA PARTE 3
PARTE 1
PARTE 3
PARTE 4
PARTE 5
PARTE 6
PARTE 7
PARTE 8
PARTE 9 (FINAL)
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