Episódio 84 – Grand Theft Auto III – Vendetta Latina Pt.8

Capitulo 26
Em Cedar Grove está o quartel general do Cartel. É uma grande mansão construída de tijolos e detalhes madeirados, fortemente protegida. Há arvores e um grande jardim nos fundos e alguns pequenos cômodos para os empregados. Já pertenceu a Donald Love, mas anos antes a abandonou quando precisou fugir da cidade. Foi assim que os colombianos adquiriram a mansão.
No chique bar do térreo, Miguel caminhava desconsertado até Catalina. Ela tomava cerveja com um dos soldados, encostados ao balcão. O bar era bem surtido de bebidas, tinha alguns quadros de bar, com um pôster do time Liberty City Cocks.
- Catalina… Temos um problema, um problema muito grande! – E pegou a garrafa de cerveja da Catalina e levou a boca, bebendo, nervoso.
- Que é que há?! – O lançou um olhar furioso. Pensava nele como um covarde.
- Alguém fingiu ser um dos nossos e… atropelou Kenji no encontro. Kenji está morto!
- Como você deixou isso acontecer, cabron?! – E se jogou no homem, tirando uma faca da calça e levando a garganta de Miguel, encostando-o na parede.
O outro colombiano levantou-se e afastou-se, a garrafa de cerveja caiu no chão e quebrou.
- Aconteceu Catalina, simplesmente aconteceu! E agora aqueles japoneses querem guerra! Catalina… – Tentou amenizar.
- Cala a boca seu cachorro! – E deu um soco no rosto do Miguel. – Vou descobrir quem está por trás disso! – saindo e abrindo a porta.
Catalina embora quisesse trucidá-lo, sabia que nada podia fazer agora que o Cartel Colombiano havia entrado em guerra direta com a Yakuza. O Cartel sempre procurou criar guerras para tirar vantagens, como os Leone e a Tríade, mas participar de uma sempre era evitado com um acordo. Entretanto, com a morte de Kenji, nada podiam fazer a não ser lutar. E isso atrapalharia o comercio de SPANK, e logo todos iriam querer sua parte. Ou seja, os aliados iriam, a todo custo, desejar o seu troco. Isso se não tentassem roubar os latinos.
O Cartel possui grande poder de fogo, especialmente após a comercialização do SPANK. Miguel e Catalina agora comandavam a organização, mas nem sempre foi assim. Miguel havia tomado o lugar de Cisco, antigo líder que havia sido morto, até que em 2001 conheceu Catalina e após o roubo uniu-se a ele. Rapidamente se tornaram amantes, mas no fundo ela o usava como todos os outros homens.
Os latinos são ligados a diversos negócios na cidade. Estão fortemente ligados com a Companhia de Construção Panlantic, que funciona como uma
companhia legitima que no fundo serve para operações ilegais, nem mesmo Claude sabia disso. Lá os sul-americanos atuam livremente, inclusive levando reféns, corpos para enterrar com cal ou fazendo SPANK. Anteriormente usavam o Aeroporto Francis, mas este se tornou insalubre para as operações. A policia nada fazer e nem poderia. Alem de tudo, suas ramificações estão ligadas ao trafico de drogas colombiano e a favelas da América Latina.
Miguel gostava da Catalina e rapidamente a colocou como líder também. Fisicamente, era um homem forte. Acreditava em seu bigode e em seus punhos. Mas, sentimentalmente, não era dos mais poderosos. Chegou em Liberty em 98 e tornou-se um traficante de sucesso para a organização. Suas conexões começaram nessa época e por ter sobrevivido e ganho muito dinheiro, rapidamente chegou ao topo, assim que Cisco morreu. Para ele tudo era simples: Se alguém errava, matava. Depois de se apaixonar, sua regra mudou: Se alguém errava, matava. Se Catalina o odiasse, mataria também. No fundo, era ingênuo.
A Yakuza estava louca. Kenji foi morto, tendo seu peito espatifado pelas rodas do carro. O carro havia até mesmo deixado um rastro de sangue, com marcas de pneu. Isso assolou Asuka, que tomou pra si mesma toda a culpa do acontecido. Jurou guerra aos latinos e desde então pilhas e pilhas de corpos dos colombianos e japoneses começaram a surgir. Foi semelhante à luta dos Leone contra a Tríade, mas numa escala maior graças ao poder de fogo dos sul-americanos. Fuzilaram, inclusive, o Kenji’s Casino. No dia seguinte, 12 carros dos membros do Cartel foram encontrados em diversos pontos da cidade com corpos dentro. Como se não bastasse tudo isso, Cipriani junto aos Leone havia estabelecido inimizade com eles por considerá-los culpados pela morte de Salvatore.
Os jornais faturavam com isso, publicando inúmeras matérias sobre o acontecido. A policia ficou paralisada – recebia grandes quantias dos dois lados para que não se metessem. As ruas se tornaram mais violentas naquele tempo. A cabeça do informante de Kenji fora entregue no condomínio de Asuka, dentro de um papel de pão. Kasen respondeu o assunto pendurando um colombiano em Fort Staunton totalmente sem pele. Fora talhado com um machado de lenhador.
Donald Love ganhava com isso. Todas suas empresas de mídia ganhavam vendendo as informações. Havia aprendido com Avery Carrington o valor de uma “antiga e boa guerra entre gangues”. Vingou-se dos seus inimigos latinos, que haviam o feito sair da cidade anos antes. Definitivamente, o empresário controlava tudo. E todos.
Capitulo 27
Claude usava um pesado casaco e gorro, estava em um barco nas proximidades da ponte Callahan. O mar estava frio, uma neblina pesada cobria a paisagem. Apenas os piscares vermelhos das bóias marítimas destoavam naquele clima. Um som de avião afastava-se cada vez mais. Havia terminado um trabalho de Love, que consistia em pegar caixas jogadas por um avião. Evidentemente, isso chamaria a atenção da policia. Donald não o alarmou sobre isso, mas deixou claro em suas palavras quando Claude fora até seu apartamento. Havia o encontrado treinando tai chi com o velho oriental. Claude não conseguia compreender aquele homem. Perguntava-se como alguém, com o mundo caindo lá fora, conseguia treinar técnicas orientais.
Precisava fingir uma vida comum para seus poucos vizinhos, já que os trabalhos para Machowski haviam alertado a policia. Era essencial disfarçar-se. O caminho para Shoreside havia sido aberto naquela manhã e o fluxo melhorara, o dando mais tempo para investigar sobre os latinos. Passou a sair nas ruas apenas usando colete. A guerra entre o Cartel e a Yakuza continuava tensa, envolvendo os Yardies que queriam uma fatia do bolo.
Recebeu um chamado de Ray e foi vê-lo, fazia tempo que não o encontrava. De noite, por volta das 21 horas, passou pelo escuro parque e chegou ao banheiro. Rapidamente Machowski o interceptou, vindo de perto dos urinóis.
- Você não foi seguido? Ótimo. É isso aí, eu estou a caminho de perder a cabeça aqui! A CIA está interessada no SPANK e eles não gostam de quem está fodendo com o Cartel. Sou um homem marcado, vou cair fora daqui. Me deixe em meu vôo no aeroporto e te darei o que você merece!
Rapidamente pegaram o carro e avançaram em direção a ponte. Ray estava nervoso, seus olhos azuis brilhavam em tom psicótico e nervoso. O transito estava turbulento, se podia ouvir o som da ponte que estava abaixando e das buzinas. Entretanto, havia alguns homens de terno entre as duas pistas da levadiça.
- Está vendo aqueles homens?
Machowski continuou os observando aguçadamente.
- São agentes da CIA! Temos que pegar outro caminho!
Claude deu ré acertando um táxi atrás Os homens da CIA viram a confusão e assobiaram pra alguém, e seguiram correndo em meio ao engarrafamento na direção dos dois.
Deu ré rapidamente, foi com o automóvel para cima da grama onde outrora
havia atropelado McAffrey e avançou pela rua que levava ao estádio. Os oficiais atiraram, mas a perícia de Claude foi superior. Cruzaram pelo túnel, seguindo pelo subsolo. Saíram no aeroporto, terminal B e Ray foi deixado com toda a segurança.
- Aqui está a chave da garagem. Você achará algum dinheiro e algumas coisas estocadas. Eu guardei pra quando a coisa ficasse preta. Te vejo por aí!
Claude rapidamente voltou pelo túnel para despistar os agentes da CIA. Precisava se livrar do carro. Três horas depois, já madrugada, jogou o carro no mar e foi até Newport. Um papel indicava o endereço na chave. Teve um choque quando viu o que lá estava guardado. Um patriot blindado, 20.000 dólares, um calibre 12, granadas, uma AK-47 e um lança-foguete. Até pensou duas vezes em tocar nesta ultima arma. Podia derrubar um prédio com a habilidade certa. Era lindo, Claude agora tinha até certa admiração por Ray Machowski. Claude agora tinha poder bélico o suficiente para queimar alguns latinos.
Mais tarde, Ray mandou uma mensagem para o pager.
- Cuide bem do meu patriota a prova de balas… Te vejo em Miami! – Ray
Logicamente, o policial mentiu. A policia poderia estar rastreando as mensagens, ou Claude desse com a língua nos dentes. De fato, havia ido para Vice City, cidade próxima de Miami. Aproveitava agora a praia, aposentado. Era esperto o suficiente para funcionar de baixo do radar e cortar todos os laços que tinha tanto com a lei, quanto com a Yakuza. Se alguém roubasse seu carro, não iria à delegacia. Tampouco ligaria pros japoneses pedindo reforço. Mas também, não precisava mais disso, tinha dinheiro o suficiente pro resto de sua vida.
Sua vida assim era melhor do que atrás das grades. Antes de se livrar do seu pager, mandou uma mensagem agradecendo Asuka por ter enviado o rapaz e oferecendo suas condolências. Nunca percebera o quanto Claude não gostava dele, até mesmo o admirava. O considerava o salvador de sua vida, mesmo não confiando o temendo um pouco.
Para Claude, Donald Love era importante no momento. Mais que a Máfia teria sido, mais do que a Yakuza é. No entanto, não era bobo e sabia que Love poderia descartá-lo a qualquer momento. Era apenas um negociante, afinal. Quando chegou a seu apartamento, na cobertura da Love Media, foi
recepcionado por Donald usando um fino terno. Vinha da direção da ponte, andando pelo gramado sintético. A noite estava maravilhosa, podia-se ver Liberty City de um ângulo maravilhoso, aviões cruzando o céu, as luzes cintilavam. A mensagem parecia urgente.
- Obrigado por recuperar aquelas encomendas, mas aquilo era apenas uma isca. Desculpe-me, mas certas vezes as coisas acontecem deste jeito nos negócios. Meu real objetivo era esconder tudo em um avião. Mas, infelizmente, as autoridades investigaram o avião e tive de arcar com a situação. Atravesse a ponte para Shoreside Vale e vá até o aeroporto internacional Francis. Paguei os oficiais. Minha propriedade estará esperando por você no hangar particular, na fuselagem do avião para ser exato.
Observava Claude saindo agora, com as mãos para trás. O rapaz pegou um cheetah que havia roubado dias antes, tocava baixinho a Flashback FM. Já eram por volta das 21 horas, e por conta disso acelerou até o aeroporto pela ponte. Sentia-se tranqüilo, dessa vez não havia agentes sedentos da CIA. Seus olhos ardiam um pouco, estava cansado, desde que chegou à cidade não pode descansar decentemente. Em cerca de 40 minutos, chegou no aeroporto, seguindo pela entrada de carga. Era um longo caminho de asfalto, com pequenas luzes vermelhas no chão sinalizando.
O céu estava claro, apenas com algumas poucos nuvens. Algumas
empilhadeiras passavam no aeroporto levando malotes, um boeing levantava vôo assim que chegou. Claude viu o hangar, uma construção em forma de armazém coberta com telhas de zinco. Havia duas vãs da Panlantic e uma caminhoneta do cartel colombiano. Sua desconfiança aumentou ainda mais quando um dos furgões acelerou rapidamente com a aproximação do carro e seguiu na direção a entrada de cargas, por onde Claude havia vindo.
Saiu do carro e tirou sua pistola. O outro veículo estava vazio, assim como a caminhonete. Correu até a parede exterior do hangar e seguiu até a entrada, sorrateiramente, olhando de soslaio para o interior do local. Havia dois corpos no chão e vários latinos conversando em espanhol. No centro do local, havia um avião Dodo. Ao fundo, caixas e latões de combustível. Seria difícil, mas um prazer acabar com aqueles homens.
37 minutos antes, a equipe de latinos havia chegado ao local e matado os guardas pagos por Love após ele ter indicado o local onde a encomenda estava. Como estavam dentro dos veículos da Panlantic, não tiveram dificuldade em adentrar nesta área, cuja segurança já era ineficiente. O Cartel fez isso para tentar extorqui-lo dinheiro, como havia feito anteriormente com o velho oriental. Não sabiam que Claude o havia salvado já que não restaram testemunhas.
Nem sequer havia trago armas mais pesadas, apenas estava com sua pistola de sempre. Embora não quisesse chamar a atenção, o único jeito de ter alguma chance contra aqueles 6 ou 7 homens seria atirar nos amontoados galões de combustível. Com sorte, eles explodiriam e ele teria tempo de agir com o beneficio da surpresa.
Disparou contra um dos galões, ricocheteou na borda da lata. O barulho chamou atenção dos latinos. No segundo tiro, Claude acertou o centro da lata e ela causou uma pequena explosão, que estourou os outros reservatórios. Um dos latinos próximos foi lançado contra um caixote e Claude entrou no hangar disparando todo o pente. Mesmo desnorteados, contra atacaram. Não foi tão difícil, a fumaça e o fogo os atrapalhava.
Caíram todos. Correu até o avião e começou a buscar na fuselagem. Nada,
saiu e procurou embaixo do aeroplano e nada. Definitivamente eles já haviam roubado a caixa de Love. Correu até a saída e pegou uma das vãs da Panlantic e seguiu até a construção. Era a única pista que tinha. Seguir até o local em um automóvel da construtora era uma velha estratégia que sempre funcionava. Se o Cartel dominava aquilo, haveria guardas e ele poderia agir melhor usando um de seus veículos.
Em quase 1 hora depois, chegou ao local. Era um tumultuado campo de obras em Fort Staunton, construíam um prédio. Tinham muitas caixas, pedras e outros materiais para obra. Alguns cartel cruiser estacionados discretamente e várias vãs da Panlantic. Havia alguns poucos vigias, que conseguiu despistar com ajuda da escuridão da madrugada. Entrou no elevador de obras, que era bem simples, feito de tapumes de madeira e cordas de aço. Abaixou-se, tirou sua pistola e mandou o elevador subir.
Enquanto se aproximava, Catalina e Miguel estavam no topo do prédio com o pertence de Donald Love.
- Temos que sair daqui. Só Deus o que é. Para ele querer tanto, só pode ser algo muito ruim. – Explicou Catalina, indo até o elevador com seu amante que carregava uma maleta.
- Mas que diabos! – Gritou Miguel ao ver Claude chegando.
Quando ele chegou, apontou sua pistola pro casal.
- Você! – Exclamou Catalina.
- Pega leve amigo, de nada! De nada! – Miguel estava com medo.
- Você, eu te deixei na sarjeta! – Catalina gritou para Claude, que ignorava o homem e olhava nos olhos da ex-namorada.
- Não atire amigo. Não há problema algum, somos todos amigos aqui, pegue isso. – E estendeu a pasta até o homem.
- Não haja como um viado!
- Não temos chance, amor!
- Você sempre tem a chance… de ser um imbecil de merda! – E retirou sua pistola, atirando em Miguel.
Miguel gritou de dor e caiu no chão agachado. Catalina correu e pulou do prédio caindo em um amontoado de caixas vazias, amenizando sua queda.
- Me desculpe por essa vadia louca! Elas são todas as mesmas, por favor! – Implorava Miguel.
- Então a puta foi embora. – Citou Asuka, com preparada calma. Mas você me fez um favor. Você não é o único com contas para acertar com os colombianos. Este verme matou meu irmão. – Balançava uma vara de plástico duro que trouxera.
Quando a guerra começou, a Yakuza começou a investigar todas as conexões dos colombianos. Sem qualquer dificuldade encontrou seu atrito com o empresário Donald Love e desde então passou a observá-lo. Descobriram então o caso do pacote. Um discreto carro seguiu Claude até o aeroporto, disposto a ajudá-lo caso se metesse em problemas.
- Eu nunca matei nenhum Yakuza! – Gritou Miguel segurando o ombro baleado, já todo ensangüentado.
- Mentira! Todos nós vimos o assassino do Cartel. Nós vamos caçar e matar todos estes cachorros latinos! – Olhou Claude. – eu vou trabalhar em seu pequeno amigo para extrair informação e algum prazer. Volte depois, tenho certeza que precisarei de seus serviços.
Claude saiu em seguida, pegando a encomenda e voltando para o elevador.
- Por favor amigo, não me deixe com ela! É uma chica psicopata! Amigo? Ei amigo!
Miguel gritava por ajuda. Asuka começou a bater nele com a vara, que mais parecia um fino cacetete branco. Miguel gritava de dor, estava sendo torturado. Claude riu durante todo o caminho até o prédio da Love Media. Era melhor que o esperado. Aquela maleta era um mistério, não tendo nem mesmo cheiro. Claude nem se atreveu a abri-la. Seus próximos passos agora seriam decisivos para vencer esta guerra. O sol já estava para nascer.
Capitulo 28
No dia seguinte, Donald Love o mandou acompanhar um carro forte dirigido pelo cavalheiro oriental. Claude o fez com sucesso até uma garagem em Pike Creek em Shoreside Vale, segundo o empresário, sua encomenda seria autenticada. Precisou livrar-se de alguns colombianos, mas não foi difícil. Donald Love estava realmente feliz com Claude, investia dinheiro nele com felicidade. Mas finalmente veio sua maior preocupação: A policia. O capitulo final e crucial viria agora. Se Claude falhasse, bem, coisas terríveis aconteceriam.
Na cobertura da Love Media, próximo ao pequeno lago artificial, Claude conversava com Love, que usava seu moletom cinza do Liberty Campus.
- Uma lição dos negócios, meu amigo. Se você tem algo único, o mundo e sua mulher farão de tudo para consegui-lo mesmo tendo pouco entendimento sobre seu real valor. Equipes da SWAT cercaram a área onde está meu sócio e minha encomenda. Vá até lá, pegue o carro o forte e aja como uma isca. Mantenha-os ocupados para que ele escape.
Claude sentiu medo. No caminho, amaldiçoou-se por estar trabalhando para aquele homem tão poderoso. Talvez devesse largar isso e ir atender o que um tal de D-Ice queria. Este marginal o havia enviado uma mensagem no dia anterior o chamando para trabalhar. Era peixe pequeno, no fim. Nada somaria no que Claude buscava.
Finalmente chegou à garagem e, de fato, havia um carro da policia estacionado na esquina. Manobrou e estacionou. Era de noite, a garagem estava repleta de poças de água que reluzia a luz dos postes. O lugar era cercado por muros baixos, próximos a uma ladeira. Uma construção pequena. O carro forte esperava na frente da garagem que Claude o havia deixado horas antes. Foi até ele e deu partida.
Em instantes, surgiu a Guarda Nacional. Helicópteros, três caminhões do exército, um tanque de guerra, quatro helicopteros e inúmeros carros da policia e camburões da SWAT. Diabos, o que seria essa encomenda? Pensava Claude. A policia queria, os colombianos queriam. Seria SPANK? Alguma revista única de El Burro? Nenhuma idéia parecia ter cabimento para adivinhar o conteúdo daquilo. Foi complicado, eles queriam matar Claude, não prendê-lo. O resultado final ecoou na mídia por meses.
54 pedestres mortos, 164 civis feridos, 12 patrulhas destruídas, 32 oficiais da policia mortos e tudo em apenas 15 minutos. O tanque de guerra foi encontrado na água, despencou do barranco. Um caminhão do exército derrapou e ficou preso em um beco. Um helicóptero acertou antenas de eletricidade e explodiu. Liberty City declarou luto oficial. Claude não saiu ileso: Ganhou bons ferimentos e alguns cortes no rosto por conta dos estilhaços. Ficou mancando por um tempo e abriu a testa quando bateu com o veículo em um poste.
Claude não escapou, e nem conseguiria. Cerca de 15 minutos depois, a guerra desapareceu. O que ele nunca conseguiu compreender, é que perceberam ser apenas uma isca. Nem sequer quiseram prender Claude, não se importavam. O rapaz pensava que se ficasse ali mais 5 minutos, estaria morto e ele estava certo em seu raciocinio. Alguma coisa muito importante residia naquela maleta e o alto escalão das forças militares desejava aquilo. A mídia posteriormente contou que a ação era uma tentativa de acabar com um ataque terrorista liderado por alguém chamado Darkel. Talvez este homem nem sequer exista, ou tenha sido esquecido…
O mais estranho é que no dia seguinte, em uma manhã clara e ventosa, Claude foi até a Love Media. Procurou por Donald Love por todos os cantos e não o encontrou. Nem mesmo o velho oriental. Próximo ao pequeno lago, encontrou um baú de madeira aberto. Vazio. Perguntou-se se ali estava o conteúdo da maleta. O empresário sumiu. Claude continuou a procurá-lo, e nada. Ele nunca mais ouviu falar nos dois. Deixaram tudo para trás e desapareceram. Love tinha o respeito do empregado ao máximo agora.
Considerou então seus serviços com ele terminados. Era hora de voltar-se para Asuka, apenas ela poderia ajudá-lo nesta empreitada agora. As coisas pareciam caminhar para a decisão. Claude será para sempre grato a Donald Love. Se Kenji não tivesse sido sacrificado, ainda estaria trabalhando para os japoneses e seus interesses continuariam sendo postos de lado.
Agora não.
Chegou a hora de sumir com Catalina. E Claude não hesitará. Talvez morra, mas morrerá lutando. Era então um herói para, apenas, si mesmo.
***
CONTINUA NA PARTE 9 (FINAL)
Galera, valeu pela força. O sucesso deste trabalho foi maior do que eu poderia imaginar. Ouvirei seus pedidos de próximos games para serem transformados em livros e vou averiguar isso. Agora se preparem para o desfecho desta história!
Obrigrato por perder tempo com o Cogumelo!
Abração.
PARTE 1
PARTE 2
PARTE 3
PARTE 4
PARTE 5
PARTE 6
PARTE 7
PARTE 9 (FINAL)
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