Episódio 86 – Grand Theft Auto III – Vendetta Latina Pt. 9 (FINAL)

Capitulo 29
O crime organizado estava em crise. A policia havia abandonado a situação para os bandidos. O cassino de Kenji fechou, a Yakuza tomou posse do campo de construções em Fort Staunton. Carros explodiam, inocentes morriam, casas queimavam. Aqueles foram tempos tumultuados. Donald Love agora desaparecido havia causado isso. Os Leone não buscaram interferir, os Diablo aproveitavam para crescer em Portland, a Tríade recuperava-se aos poucos dos abalos. E nem parecia que o natal estava para chegar, que os flocos de neve já começavam a cair pela cidade.
Um caso da guerra tornou-se muito famoso. Cerca de 20 japoneses atacaram os latinos com katanas e os dilaceraram com as laminas de samurai. Os pedaços foram encontrados dentro de um cartel cruiser abandonado em Bedford. Miguel já não era importante, Catalina havia definitivamente tomado seu posto na liderança. Queriam mesmo vencer a guerra e sumir com os Yakuza, que já haviam se tornado um grande incomodo. Os inúmeros códigos de honra da Yakuza sacrificaram muitos homens, mas não abriram a boca para falar nada, em momento algum.
Havia um toque de recolher em Staunton. Não que a prefeitura tenha mandado, mas os habitantes sabiam que era perigoso andar pelas ruas depois de meia noite. Times inteiros guerreavam. A mídia fazia sua parte assustando a população, como sempre fez. Um restaurante japonês explodiu e isso deixou todos em frangalhos. A guerra, sem sinal de trégua, durava semanas a fio. Tiveram de aumentar o comércio de SPANK para que pudessem arcar com as despesas. Nisso, a Yakuza perdia, seus negócios eram lentamente minados. E numa guerra, quem mais produz aço vence, como diriam.
Foi ver Asuka para saber qual seria o trabalho, em um fim de tarde. Asuka havia batido tanto nele com o cacetete, que este quebrou e ela se viu obrigada a trocar de arma. Miguel estava amarrado em duas tubulações de ferro e seu rosto estava destruído de tantas pancadas, seu corpo fraquejava aos poucos. No desespero, contara tudo a japonesa. 
- Miguel parece sentir que eu estou o tratando mal. Ainda assim, ele revelou que Catalina teme sua cruzada por vingança. Três esquadrões da morte correm por Liberty para te matar. Aja como uma isca, e deixe que os esquadrões lhe sigam até Pike Creek onde alguns homens meus estarão esperando.
A Yakuza ajudava Claude, e sua consciência nem sequer doía pela morte de Kenji. Havia sido traído o suficiente para não se preocupar com isso. Já te madrugada, tinha abduzido os três esquadrões para uma quadra em Pike Creek. No momento em que os carros entraram, um grupo de 6 japoneses os fuzilou com metralhadoras sem qualquer piedade. Os corpos estavam
despedaçados e os japoneses já se preparavam para dar fim no que restou. Seriam enterrados no canteiro de obras da Panlantic e as covas seriam enterradas de concreto e os carros jogados no mar. Embora alguns dos latinos fossem os melhores assassinos do Cartel, não tiveram chance de provar isso.
O que o rapaz tirou disso foi a realização de ver Catalina começar a se desesperar. Estava feliz também por ter ganhado uma propriedade em Wichita Gardens. Kasen deu a
propriedade a ele e para os rapazes que trabalharam na operação de acabar com os grupos de assassinos. Claude, entretanto, preferiu ficar no esconderijo de Staunton pela proximidade e segurança por enquanto.
Os colombianos estavam tão desesperados, que começaram a vender SPANK em pequenos stands por toda Liberty, até mesmo em territórios inimigos. A empresa chamava-se Kappa Coffee House e agora com a posse de Miguel, ele contou até mesmo as localizações. Para Claude, o problema todo foi o tempo.
Tinha apenas duas horas para realizar as ações em toda Liberty, visto que quando o Cartel soubesse, mudaria a s bocas de lugar no mesmo instante. Para realizar esse trabalho, não hesitou em pegar o seu lança-foguetes ganho de Ray. Mandou todas as 9 vendas para os ares pilotando um yakuza stinger conversível. Teve problemas para acabar com uma barraca na área dos Leone, mas conseguiu escapar vivo. Embora o tempo tivesse passado, ainda queriam Claude morto. Ninguém podia pará-lo, afinal. A guerra estava se intensificando.
O SPANK continuava chegando às ruas, de forma ou outra. Não parava. Começara a ser manufaturado fora da cidade e era enviado para Liberty junto com uma grande carga de material para produção. O esquema era poderoso. Enquanto vendia-se o já pronto SPANK vindo de fora, produziam-se novas remeças. As entregas eram feitas do modo mais legal possível, por meio de aviões que pousavam no Francis. Embora há anos o Cartel não mais atuasse nesta área, sua influencia era relativamente forte. O suborno também.
Miguel foi alem do imaginável: Alem de falar o esquema e do carregamento, contou o horário do avião. Às 23 horas de uma sexta-feira, Claude foi visitar Asuka Ao chegar lá, encontrou Maria. Miguel estava sentado, mas o rapaz nem o olhou, foi direto até Asuka.
- Nós devemos continuar apertando, ou devemos esperar ficar preto e cair? – Falava Maria e tocava alguma parte do corpo do colombiano com a ponta da vara.
- Dê um empurrãozinho.
- Ai! Que coisa gosmenta e amarela é essa? – Ouviu um barulho e olhou para o lado – Oh, oi querido!
- Meu ajudante! – Falou Asuka, animada.
- Eu estava entendiada então vim fazer companhia à Asuka. – Justificou-se.
- Ela é uma garota que faz as coisas do jeito mais natural possível. Ela conseguiu extrair essa pequena preciosidade de nosso convidado: Há um avião chegando ao Aeroporto Francis em duas horas. – Explicava Asuka, olhando nos olhos de Claude, de braços cruzados. – Está cheio do veneno de Catalina. Você pode despistar a segurança do aeroporto pegando um barco e seguindo pelas bóias iluminadas. Acerte o avião quando ele se aproximar. Pegue a carga e guarde! – Tirou um papel e o deu, tinha todas as coordenadas.
- Ah, e tome cuidado, ok querido? – Falou Maria, preocupada, enquanto brincava com a vara.
Claude ia se afastando, em direção ao elevador.
- Tente o óleo de chilli. – Opinou Asuka, virando-se para Miguel.
Claude voltou para seu apartamento preocupado. O céu relampeava, uma tempestade cairia em breve, para ajudá-lo ainda mais. Preparou seu lança-foguetes, pegou uma AK-47 e vestiu o colete. Jogou o armamento nos fundos do Patriot dado por Ray. Vestiu um grosso casaco preto, calças de escalada, botas e colocou um gorro. Colocou gasolina em seu automóvel.
Foi rápido até um píer em Fort Staunton, onde os japoneses haviam deixado um barco de passeio. Claude tirou os equipamentos do veículo e subiu no reffer, o observou, era simples e funcional. Ninguém o perceberia. Seguiu até um corredor de bóias que piscavam uma luz tímida e vermelha. Começou a chover, lentamente. Quando se aproximou do aeroporto, parou o barco e preparou a bazuca. Agachou-se, a escorou em seu ombro, deixando o fundo da arma para a direção do mar. Deixar o rabo em direção do barco poderia ser perigoso. Um grande jato sairia dos fundos.
Procurou desligar-se do barulho da chuva, que aumentava. Estava atento para a aproximação do avião. Começou a mirar para o céu. Eis que, de dentro de uma pesada nuvem, sai um Dodo com seus faróis piscando, preparando-se para pousar. Claude apertou o gatilho e um míssil saiu a toda. Acertou a asa do avião que se inclinou para o lado. Outro tiro, que acertou no centro do avião. A explosão foi por baixo do aeroplano, que começou a explodir no ar.
Na primeira explosão, o piloto e único tripulante já havia morrido. Era um latino de Vice City. Na segunda explosão, o avião começou a cair vertiginosamente lançando pedaços incandescestes de fuselagem. Como o trem de pouso estava danificado, caiu de peito na pista de vôo e os pedaços carbonizados foram para todos os lados, enchendo a pista de destroços e caixas de mais ou menos 30cm de largura espalhadas. Claude acelerou com o barco até o aeroporto e o parou em uma pequena elevação. Subiu nela e caminhou escorado a parte inferior da pista. Avisou três carros do cartel.
Os colombianos esperavam o vôo fortemente armados. Faziam isso desde que Miguel foi pego já imaginando que ele daria com a língua nos dentes. Quando houve o ataque de Claude, rapidamente o líder da equipe pegou o walkie-talkie e comunicou-se com a mansão em Cedar Grove, anunciando o ataque.
- O avião foi atacado! Perdemos o material.
As sirenes da policia estouraram naquela tumultuada noite. Começavam a brilhar no horizonte. Um helicóptero aproximava-se. Dois carros do cartel fugiram rapidamente, o outro ficou para trás e Claude, ao vê-lo, atirou com a metralhadora. Os tiros atravessaram o vidro dianteiro e acertaram os dois colombianos. Por ser uma AK-47, mesmo o tiro de raspão já fez grandes ferimentos nos alvos.
Rapidamente correu até a pista, fugindo dos pedaços de ferro em chamas. Um grande tufo de fumaça subia aos céus e se dissipava com o vento oceânico, criando uma nevoa escura que atrapalhava a respiração. Pegou com rapidez as caixas e correu até o barco, jogando dentro dele. Era SPANK e material puro, se um viciado encontrasse aquilo, teria achado o seu El Dorado particular. Sentiu uma luz forte no rosto, e quando olhou pro alto era um helicóptero da policia com seu grande holofote. Por sorte, o vento atrapalhava a mobilidade do veículo.
Claude avançou a toda pela borda, tirando vantagem da confusão. O rapaz conseguiu fugir por um triz, e havia conseguido um bela gripe com a chuva. Deixou-o no píer onde o encontrou e voltou para seu patriot. Acomodou as drogas e seu equipamento, e saiu dali o mais rápido que podia, visto que o helicóptero já se aproximava.
Já de manhã, após livrar-se das evidencias em seu apartamento e colocar a encomenda dentro de uma sacola preta de lixo, por volta das 5:30 da manhã chegou até o canteiro de obras. O sol tímido do sábado já escorria pelos prédios. Ao chegar, estranhou o silencio. Não via nem sequer japoneses andando por ali. Um dos yakuza stingers lá estacionados estava com a porta aberta. Estranhou, mas seguiu seu caminho.
Subiu o elevador. Ao pisar no local, deparou-se com o pior. O prédio em construção estava ensangüentado. Havia ao longe, quase na beirada da laje, dois japoneses caídos crivados de balas. No centro da sala Asuka estava caída imersa em uma poça de sangue. Claude foi até ela e abaixou-se conferindo seu corpo. Estava morta. Ao mexer, viu um ferimento a bala em sua barriga. Provavelmente sangrou por horas, até morrer.
Assustou-se ao ver Miguel. Estava com a cabeça entre as pernas com uma expressão de dor, seus olhos arregalados e a boca aberta com tanta força que talvez nem o legista conseguisse fechar, ainda amarrado aos canos. A vara o havia empalado. Entrava por suas costas e saía em seu peito. O que deixou Claude assombrado foi o fato de que a arma não tinha ponta. Fora
atravessada com força bruta. Nela, havia um papel com marcas de sangue preso.
- Eu tenho sua preciosa Maria. Se você não quer ver a cara dela caindo com uma faca de açogueiro, traga $500,000 para a mansão em Cedar Grove.
Deu as costas e seguiu para seu destino.
Capitulo 30
A policia estava louca. Pela manhã, uma das pistas do aeroporto havia sido fechada para que a perícia trabalhasse. O FBI havia entrando na investigação. Os bombeiros já haviam ido embora, deixando a carcaça do avião carbonizado. Tinham recolhido os corpos dos latinos também. Foi confirmada a presença do Cartel, e logo os investigadores perceberam que era mais um episódio da guerra. Claude foi identificado e foi associado a explosão na ponte Callahan.
Mudou-se para o esconderijo de Shoreside Vale. Levou suas armas, dinheiro e seu patriot. Duas horas depois de ter saído, a policia havia chegado ao local procurando pelo homem. A lei estava na jogada agora, alem de todos os fatores, a opinião pública estava chocada com o caso do Francis, os tiras precisavam mostrar serviço. Mais tarde, encontraram os corpos na Panlantic por meio de uma denuncia anônima. A Yakuza havia perdido, estava sem lideres. Agora era apenas Claude contra Catalina e o Cartel Colombiano.
Na madrugada anterior quando os colombianos receberam o rádio do soldado que estava no aeroporto. Catalina se enfureceu, pegou uma metralhadora, vestiu um cinto de balas e escalou nada mais nada menos que 50 homens para a operação. Iria matar Asuka. Cerca de 15 cartel cruiser rasgaram Shoreside antes que a policia bloqueasse as vias. Seguiram pela levadiça e cercaram todo o canteiro.
Era um ato perigoso, a área com certeza estava muito bem defendida. Penetrar na construção era uma idéia suicida, mas Catalina não se importava. Daria um fim na guerra. Quando os carros estacionaram, os japoneses começaram a atacar dos andares altos do prédio com metralhadoras e lançando granadas. Catalina correu pelas escadas, cercada de 10 rapazes. Dos 50 homens do cartel, apenas 14 restaram. 8 do lado de fora e 6 com Catalina. Ela mandou que dois de seus soldados seguissem por outro caminho.
Chegaram ao topo do prédio e mataram dois capangas que estavam na borda. Apontaram suas armas para Asuka.
- Eu não posso acreditar. Você conseguiu chegar aqui. Nem sequer se importa com seus homens, estão todos mortos lá fora.
- Cale-se, vadia! – e olhou Miguel espantada.
- Catalina… me ajuda… ela é louca!
- Seu viado de merda! – e Olhou Asuka novamente.
- Asuka! – Gritou Maria, correndo pra trás.
Dois colombianos saíram pela outra escada de incêndio e agarraram Maria por trás.
- Maria! Solte ela agora! – Intimou Kasen, perdendo a compostura e apontando para a latina.
- Onde está Claude?
- Solte Maria agora!
- Sua cachorra amarela! – E atirou em sua barriga.
Asuka continuou de pé, dando apenas uns passos pra trás. Seus olhos estavam arregalados e olhavam no fundo dos olhos da latina. Colocou a mão na barriga, olhou. O sangue começava a escorrer. Asuka caiu de joelhos, e depois de lado. Nem sequer conseguia falar mais. Maria começou a chorar, desesperada. O tiro havia acertado seu estomago.
- Leva ela! – E caminhou até Miguel.
Os dois homens puxaram Maria que gritava e chorava, esperneando como uma criança.
- Obrigado Catalina! Eu te amo! – Com gratidão.
- Miguel… – E pegou a vara caída no chão, que Kasen o havia torturado. – Você sabe que errou comigo, não sabe?
- Mas, eu…
- Você é um fraco!
Catalina jogou a metralhadora no chão, segurou com as duas mãos a vara e começou a bater em suas costas. Batia com força para que a vara penetrasse, até que com muito custo ela entrou na carne do homem. O ex-líder gritava de dor, até a vara o atravessou abrutalhadamente. Miguel não conseguia respirar, grunhia apenas. Um cheiro forte de fezes subia ao ar, o esfíncter dele não havia resistido à dor. Uma baba de sangue escorria de sua boca.
A mulher pegou um pedaço de papel do bolso, escreveu o bilhete para Claude e prendeu na vara.
- Agora vamos embora! Daqui a pouco vão chegar mais samurais e vai ficar complicado.
Ela pegou sua metralhadora e saiu rapidamente com seus outros homens. Asuka via a cena, sem poder se mexer. A dor era tanta, que havia esquecido o idioma inglês. Balbuciava uma canção japonesa da infância, com os olhos lacrimejantes e vibrados. Ao mesmo tempo em que estava com medo da morte, o impacto do momento a tinha feito esquecer todo o acontecido. Sua mente viajava pela vida. Levou três horas para morrer.
Catalina de fato nem sequer se importava com os soldados mortos. Fez com que todos os corpos fossem recolhidos e jogados nos carros do cartel. Embora seu número de soldados houvesse caído bastante, havia colocado no papel a quantia com juros que Claude deveria pagar para cobrir grande parte do prejuízo causado pela guerra. Foi até Cedar Grove passando pelo túnel e despistando a policia que controlava o lugar.
Era este o efeito do SPANK. Uma droga que utilizava pasta de cocaína e bicarbonato de sódio. Era semelhante ao Crack, sendo que seu efeito durava cerca de 15 a 20 minutos e era inalada em forma de pó. Havia corrompido famílias, gangues e até mesmo organizações inteiras. Mendigos a usavam para esquecer o frio e a fome, enquanto ricos empresários vendiam todo seu império para comprar um pouco mais de bagulho. Entretanto, desde que o avião caiu, o número de drogas nas ruas diminuiu. Os japoneses levaram o SPANK que Claude trouxe e levou para o cassino do Kenji, que agora fechado, funcionava como um lugar para eles se reuniram. Saíram da guerra, haviam perdido, no entanto.
Claude estava preocupado, precisava de mais 60.000 dólares, ainda assim utilizando todo o seu dinheiro. Pensou em tudo: Iria matar Catalina no momento em que levasse o dinheiro, e tentaria sair vivo. Não se importava com Maria, mas era importante manter uma preocupação forjada com ela para que a latina imaginasse estar dominando a situação, e assim ele pudesse agir. Fez todos seus planos em seu novo esconderijo, ao som de um jogo de futebol americano. Apenas ele estava lá agora, os japoneses haviam deixado o lugar sozinho. Claude gostava desse esconderijo, lembrava seu antigo posto de gasolina em San Fierro. Contava com espaçosas garagens. O apartamento não era arrumado e a vista boa, mostrando Staunton e a ponte levadiça ao longe.
Foi trabalhar para D-Ice, líder da gangue dos afro-americanos Red Jacks. Era peixes pequenos, atuando apenas em Shoreside com pequenos delitos e tráficos de droga. Seu maior inimigo era os Purple Nines que haviam se tornado fortes desde a chegada do SPANK. Os Red Jacks preferiam lidar com outras drogas, mas os viciados todos estavam procurando seus rivais.
Hoje dominavam Wichita Gardens por, anos atrás, ter auxiliado Toni Cipriani em um conflito contra os Forelli. O motivo de estarem no mesmo local se dá ao fato de que, anteriormente, eram aliados. Separaram-se por conflitos internos e a chegada do SPANK.
Claude trabalhou duro. Os serviços se baseavam em eliminar grandes
números de Purple Nines, prevalecendo de sua estrutura hierárquica enfraquecida. Aos poucos ia limpando as ruas dos Purple Nines, que desfilavam usando casacos púrpura. A batalha final foi Claude junto do irmão de D-Ice. Em menos de uma semana, não havia mais garotos na rua. Os negros não podiam acreditar na performance de Claude, definitivamente tiveram a sorte de ter um assassino profissional trabalhando para si mesmos, colocando fim em uma longa guerra que vários homens não conseguira acabar.
Os Red Jacks dominaram as ruas e os outros negros foram exterminados como uma praga. Mães choravam a morte de seus filhos, mas quem ligava? Pelas semanas seguintes, corpos ainda eram encontrados em caçambas de lixo e boiando próximo à represa. Claude sabia que, neste tempo, o Cartel se fortalecia. Não podia fazer nada, no entanto. Os japoneses estavam fora da jogada, os Red Jacks eram fracos demais para se opor contra o Cartel.
Agora tinha o dinheiro. Era uma quantia acumulada desde os tempos em que
trabalhava para os Leone. Maria, por sua vez, estava jogada em um quarto trancado. Não tocaram nela, Catalina não permitiu. Seria um erro se ela morresse, ela era a isca para Claude. A líder dos colombianos pensava em como, um homem, havia causado tanta confusão. Pensava que devia ter dado um segundo tiro nele. Embora o odiasse agora, por frustrar seus planos, tinha orgulho dele. Fora o único homem de verdadeiros culhões que conheceu.
Claude estava pronto para a guerra. Observava a mala sobre a mesa de madeira com fúria. Levou sua metralhadora e duas granadas, deixando o resto do armamento em seu armário. Guardou sua pistola, pegou a chave do Patriot e foi até ele.
Naquela noite de sábado colocaria o ponto final desta questão.
Capitulo 31
À noite, Claude estacionou seu patriot. Pegou a maleta e foi caminhando em direção a dois latinos que conversam do lado da guarita da mansão dos colombianos. Um deles pegou a maleta e outro revistou Claude, tirando suas armas. O portão se abriu depois de um dos guardas ir até a guarita e comunicar a chegada. Os três entraram, com um latino de cada lado.
Numa rápida olhada, pode ver dois seguranças nas sacadas usando metralhadoras. Havia mais dois homens no pátio fazendo a segurança. Havia um cartel cruiser do lado de fora, e outro dentro de uma garagem. Uma piscina vazia aos fundos. Catalina estava no centro do quintal. Maria era segurada por outro
- A real pergunta é: você veio resgatar Maria, ou me trazer de volta? Bem, eu tenho novidades pra você, atirar em você será um prazer, mas sair contigo era apenas negócios! Você é muy pequeñito, amigo. – E fez um charme, fazendo sinal de pequeno c om o indicador e polegar. – Manda o dinheiro pra cá!
Pegou a maleta com o latino, abriu e a conferiu. O dinheiro estava lá.
- Você andou sendo um garoto bem ocupado! Mas eu aprendi que não devo confiar em você. Mate o idiota!
O colombiano que o revistara tirou sua pistola e apontou para a cabeça de Claude que rapidamente virou-se levantando um dos braços do homem e dando um soco com a outra mão em seu rosto e o empurrando com o cotovelo. O latino foi ao chão, Claude pegou sua arma e atirou em seu rosto. Fugiu pelo caminho de terra até o portão e viu um helicóptero seguindo em direção à represa. Atravessou a rua correndo e pulou em seu patriot, o ligou e foi a toda até a represa.
Pensava que se trouxesse, ou fosse buscar as armas, seria tarde demais. Catalina provavelmente estava se preparando para mudar de lugar. Precisava concretizar sua vingança. A morte de Asuka e a impaciência de Catalina havia o ajudado. Se não fosse por isso, haveria o dobro de homens na mansão e ele não teria, de forma alguma, conseguido fugir.
Na porta da represa, atropelou um latino e seguiu pelo caminho de terra batida que levava até próximo à água. Saiu de seu patriot e baleou dois guardas que faziam a segurança. Avançou até atrás de umas caixas. Catalina estava com Maria do outro lado da represa, onde o helicóptero havia pousado. Na direita, havia uma escadaria que levava há uma pequena sala que ligava ao interior da represa e a saída superior. Um homem de guarda, no alto da escada, atirava incessantemente.
Claude acertou a cabeça de outro guarda com um tiro e avançou pelo canto fugindo dos tiros. Três latinos surgiram repentinamente de trás de uns containeres. Dispararam contra Claude, que ao mesmo tempo retribuiu movimentando a metralhadora da esquerda para a direita, de forma que pudesse atingir todos com a rajada. Entretanto, Claude levou um tiro em seu braço. Ficaria difícil atirar agora, mas precisava seguir.
Avançou até o lugar onde o helicóptero estava estacionado. Um caminhão vinha na direção dele a toda a fim de atropelá-lo. Mesmo com o braço ferido, se jogou por trás de um pequeno muro e o caminhão bateu nele, indo na outra direção. O helicóptero levantou vôo. Catalina e um piloto entraram rapidamente, preparando granadas para lançar em Claude.
Três minutos depois, o caminhão havia ido pelos ares quando Catalina lançou as granadas. Claude corria com certo desespero. Havia buracos no chão e caixas destruídas. Jogou fora sua pistola e pegou a metralhadora de um dos mortos. Embora fosse difícil operá-la, seria necessário. Subiu a escadaria e viu Maria junto de um colombiano. Atirou nele, livrando Maria, que correu em sua direção.
O barulho das hélices aproximava-se. Baleou outro colombiano que mirava em Claude seu lança foguetes.
- Claude! Você está ferido!
Maria chamou a atenção do rapaz, e um colombiano saiu de trás de outro muro e atirou. O tiro pegou na perna de Claude, que virou na hora que ouviu o tiro. Maria começou a chorar, e o rapaz, já irritado com a mulher, descarregou a metralhadora no homem que voou para fora da represa.
Largou a metralhadora, correu até o RPG e mirou para o helicóptero. Era um branco, pilotado por um habilidoso colombiano. Aproximava-se lentamente o helicóptero. Catalina estava furiosa, Claude também. Apenas um poderia sobreviver, se falhasse, seria bombardeado pelas bombas.
O coração batia forte, a respiração estava ofegante. Apertou o gatilho, lembrou-se do seu ultimo trabalho. O primeiro míssil acertou a parte inferior do helicóptero. Ele rateou virando em direção à represa. O outro disparo o acertou na cauda. O helicóptero começou a rodar freneticamente a perder altitude. Era o ultimo tiro, Claude disparou. O foguete acertou a hélice. Acertou finalmente na represa explodindo e iluminando todo o bairro. As pás voaram no mar, a carcaça caiu no mar. Subiu fumaça aos céus.
Nem se quisesse, conseguiria errar. Alem do alvo ser grande, Claude estava furioso e decidido em acabar com aquele inferno de uma vez por todas. Mesmo com a perna e o braço sangrando, sorriu. Morreria se não fosse a um médico, havia perdido todo o dinheiro que conquistou e levou para o resgate de Maria, mas não se importava mais. Havia se vingado. Ele realmente havia amado aquela mulher. Aquele era o preço a se pagar.
No primeiro acerto, Catalina teve as pernas estouradas. O piloto morreu no mesmo momento. O helicoptero começou a cair, foi impossível não sentir medo. No segundo tiro, tentou pilotar o helicóptero ainda, mas no ultimo, já nada mais podia fazer. Seu corpo foi carbonizado e os metais atravessaram seu corpo. Morreu junto de 500.000 dólares.
Antes de morrer, amaldiçoou-se por ter matado Asuka. Se não tivesse perdido tantos homens, estaria viva agora e contando o dinheiro de Claude. No entanto, jamais se arrependeria de ter traído Claude. Maria ficou impressionada com a força do rapaz. Pensava se ele era deste planeta. Foi embora dali, Maria ajudava-o a andar. O Sol estava para nascer, brilhando na água e nas poças que estavam na represa. Estavam os corpos largados em meio à destruição.
- Ah, eu sei que nós vamos nos divertir muito porque, porque você sabe, eu te amo e eu, eu, eu, eu realmente amo, porque você é um homem grande e forte e isso é tudo o que preciso… – Falava, confusa, com o coração batendo forte. – De qualquer forma, o que eu estava falando? Esqueci. Mas você sabe que eu gosto de você, não sabe? Eu quebrei uma unha e meu cabelo está arruinado! Você pode acreditar nisso? Isso vai me custar muito di- – Um som de tiro interrompeu a falação.
Não se sabe de onde veio o disparo, ou quem o deu, e se alguém foi atingido.
Foi incrível, virou o assunto do ano. Os rádios contavam o caso, que foi abafado parcialmente pela policia, para que não se encontrassem as ligações com o SPANK.
- Residentes de Cedar Grove presenciaram a guerra que aconteceu na área ontem. O morador Clive Denver descreveu à policia que um único atirador deixou a cena do crime com uma mulher de cabelos pretos. – Dizia a radio.
- O som das explosões tremeram as casas próximas e os habitantes fugiram para se proteger. Muitos moradores foram prejudicados pela troca de tiros e pelo helicóptero que circulava a represa.
- Sim, nós tínhamos uma boa visão daqui dos jardins. Quando o helicóptero explodiu, santo Deus, foi melhor que os fogos de 4 de julho! – Contou Clive Denver.
- Foram encontrados mais de 20 corpos, e a policia ainda continua achando mais. Não há nenhuma declaração oficial, mas os rumores dizem que os mortos são membros do Cartel Colombiano. Entretanto, ainda não há pistas para a causa do massacre. – Finalizou a radialista.
Capitulo 32
Não se sabe o paradeiro de Claude e Maria. Provavelmente saíram da cidade o mais rápido possível. Embora Miguel e Catalina tenham morrido este não foi o fim do Cartel. Permaneceu existente, mas fraco naquela cidade. As conexões ainda eram mantidas com a Colômbia e, hora ou outra, um novo líder ocuparia o lugar com novas idéias e outros latinos encheriam as fileiras de soldados. No entanto, o SPANK saiu das ruas mais rápido do que poderia se imaginar. Sem o suborno, a policia aos poucos começou a fazer ruir as bases que mantinham de pé os sul-americanos e a fechar todas as companhias que eles cuidavam.
Mesmo sem lideres provisoriamente, a Yakuza aproveitou esta oportunidade e atacou os Uptown Yardies. No conflito conhecido como Amarelo-Negro, os japoneses chacinaram mais de 60 associados ao King Courtney, que se viu obrigado a fugir da cidade temporariamente. Talvez os nipônicos nunca mais fossem como antes, mas haviam se vingado.
Em Portland, a Tríade e os Leone voltavam a se recuperar. Toni Cipriani era o novo don e propôs uma sincera trégua com os chineses, que se reservaram em suas áreas e desistiram da venda de SPANK. Toni sorriu ao saber da noticia de Claude. No fundo, sempre acreditou que ele conseguiria. Era um assassino que, talvez, nunca mais visse em vida. Os problemas entre Joey e os Forelli aumentou e ele teve de se refugiar na Sicília. Ficou triste por ter que abandonar Misty, que no fundo, ficou triste por isso também. Havia de fato surgido um sentimento entre o Leone e a prostituta. Misty guardava um segredo. Havia engravidado, mas não sabia se o filho era de Joey, Hamfists ou qualquer outro morador da cidade.
Luigi, com a ajuda da Família, dominou o Distrito da Luz Vermelha novamente. 8-Ball expandiu seus negócios para outras cidades do país. Assim como os Diablos, lentamente, começaram uma cruzada para conquistar o território dos Red Jacks em Shoreside Vale.
O prefeito votou uma emenda que traria avanços à Liberty. A cidade sofreria grandes transformações em sua infra-estrutura a fim de prevenir-se de ataques terroristas as obras começariam no próximo mês. Isso chamou a atenção de diversas organizações criminosas de fora da cidade e do país. Se a cidade iria sofrer drásticas mudanças, então talvez pudessem ganhar com isso.
Claude se tornou uma lenda no submundo, mas com o tempo seus feitos foram gradativamente esquecidos. O natal havia chegado, as ruas brilhavam. A neve branca caía, cobrindo aquela cidade que até então havia sido lavada a sangue. Não seria a última vendetta daquela cidade. Tampouco o ponto final de sua história.
E o tempo passou…
FIM
***
CRÉDITOS
E todas os sites e comunidades do Orkut que apoiaram a publicação
-
Valeu pela força, pessoal!
Pelas palavras de apoio, por acessar. Espero que tenham gostado. O projeto deu certo, foi até parar no Wikipedia!
Trabalharei cada vez melhor para trazer isso até vocês.
Obrigrato por perder tempo com o Cogumelo!
Aquele abraço. ![]()

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Breno Mazieiro said,
outubro 23, 2011 @ 1:01
Preciso dizer algo?
Acompanhei desde o 1 e foi tão real o jogo que me senti dentro dele e da estória.
Parabens e abraços
Renan said,
outubro 25, 2011 @ 14:16
Adorei! Acompanhei desde o começo. Espero ver mais desses aqui. Abraço.
diego said,
fevereiro 4, 2012 @ 13:41
parabens otimo mesmo