Episódio 98 – Mafia: Pecado no Paraíso Perdido Pt.9

PARTE 1

PARTE 2

PARTE 3

PARTE 4

PARTE 5

PARTE 6

PARTE 7

PARTE 8

PARTE 10

PARTE 11 (FINAL)

Capitulo 21

No dia seguinte, os mafiosos se reuniram no bar do Salieri, onde os clientes ficavam. As ruas estavam confusas naquela semana. Salieri estava feliz por tudo estar correndo bem, mas já havia mandado Sam cuidar da segurança do bairro. Estava ali reunido apenas com Paulie e Tommy. Luigi limpava o balcão, o restaurante estava fechado ainda.

- Tommy conseguiu. – Falava alegre, pondo na mesa o jornal que contava o acontecido no barco e olhou Tom. – Agora todos os políticos da cidade estão com medo. Ninguém quer acabar como o conselheiro. – Pegou a xícara e levou o café até a boca.

- Bom trabalho, Tom. – Elogiou Paulie, lançado sobre a cadeira, de perna cruzada.

Thomas apenas olhou, sem esboçar qualquer sorriso.

- Mas ainda não é o suficiente… – Salieri falava encarando a mesa e tocando os dedos nela, pensativo. – Agora vamos atrás do homem que é a mão direita do Morello – Seu irmão Sergio Morello Jr. Ele controla os sindicatos da cidade, seu maior negócio é o sindicato dos portuários. – Explicava passando os olhos pelos dois. – Graças a isso, ele controla praticamente todas as importações da cidade. Vamos matá-lo e grande parte dos rendimentos de Morello irá por água abaixo. – Deu uma longa golada no café, limpando a xícara. A colocou pacientemente sobre a mesa.

- Acho que sei como faremos isso, chefe. Sergio sempre está em um restaurante Jardim Italiano. Há um telefone no restaurante e do outro lado da rua, uma cabine telefônica. – Olhou Tom. – Você vai para a cabine e liga para o restaurante falando que quer falar com Sergio. Estarei esperando na frente do restaurante com uma thompson e assim que Sergio atender o telefone, acabarei com ele. Aí, vamos pegar o carro e fazer uma fuga rápida. Que acha?

- Sim, eu acho que posso fazer a parte da ligação.

- Certo rapazes, Vincenzo dará armas para vocês.

Angelo e Paulie foram até Ralphy e pegaram um Terranova, era o carro ideal para a missão. Grande, pesado e se misturaria com facilidade no transito. Em instantes estavam no restaurante Jardim Italiano, estacionaram em um beco. No caminho, compraram algumas fichas telefônicas.

O estabelecimento era chique. Ficava de frente para uma via movimentada. A propriedade foi arrumada naquele local graças a Morello, de forma que nenhum outro restaurante conseguiria se estabelecer no local. À frente do local, estava estacionado um carro verde e ficava um trilho de trem elevado e na calçada do outro lado, o telefone.

- Certo, vou esperar na frente. Vá até a cabine e diga que quer falar com Sergio. Assim que eu o matar ele, entre no carro e espere por mim. – Disse Paulie, saindo do carro e ajeitando o seu sobretudo bege de forma que ele pudesse ocultar a metralhadora.

Tommy foi até a cabine, levou o fone até o ouvido e caçou uma ficha em seu bolso, olhando em volta atento ao movimento. O telefone emitia o som esperando a discagem, a colocou no telefone. Encarou o restaurante, vendo o comparsa atravessar a rua.

Após alguns toques, um garçom ocupado atendeu.

- Sim?

- O Sr.Morello, por favor.

- Um minuto. – E foi procurá-lo, falou com um mafioso sentado numa das mesas.

Paulie estava de pé em frente à vitrine e não podia observar bem o interior do lugar. Tommy fez sinal para Paulie. Pensou que aquele homem de terno era Sergio, de longe não podia observar bem.

- Amigo, o Sr. Morello não está aqui hoje. – Disse o jovem mafioso à Tom.

Quando ele ia continuar, Paulie virou-se e disparou. As balas da metralhadora atravessaram a vitrine estilhaçando-a e fuzilando o rapaz. Rapidamente o homem caiu, os tiros lhe vararam o corpo.

Thomas pulou da cabine e gritou Paulie, sacando sua pistola colt.

- Paulie, não é ele! Vamos embora! Morello não está ali!

Paulie ficou aturdido, olhando para Tom e para o morto. Os dois correram para o carro aos tropeços e foram embora antes que fossem seguidos.

- Sergio não estava lá hoje. – Falou Tom.

- Que inferno, agora nós estamos na merda! Vamos voltar pro Salieri!

De volta ao bar do Salieri, Paulie deu a noticia e foi arejar a cabeça a pedido do Don. Tom foi chamado para a sala de Vincenzo, o mesmo lugar onde haviam planejado a morte do Conselheiro. O mafioso estava preocupado, acima de tudo, com a atitude do chefe. Mas ele estava calmo, uma calma planejada, mas ainda assim controlado. Vince arrumava uma bomba, engatilhando-a.

- Não se preocupe com isso, Tom. Às vezes estas coisas acontecem. – Falava, andando pela sala, fumando seu charuto. – Vincenzo e eu tivemos que pensar em um novo plano. – Olhou o armeiro. – Biff nos contou que Sergio tem uma amante, com quem ele passa muito tempo. Ela deve estar aqui hoje. Vincenzo preparou uma coisa para ele. – E olhou a bomba relógio sobre a mesa. – Tudo o que temos que fazer é colocá-la em seu carro enquanto ele está lá dentro se aproveitando.

- Isso mesmo, tudo o que você tem que fazer é colocar essa bomba debaixo do carro dele. – Complementou Vincenzo, soltando a fumaça de seu cigarro, empurrou a bomba para próximo de Tom. – Aí, é só você sentar e assistir o show. Sergio normalmente sai as quatro, então se apresse. Dessa vez, tem que dar certo.

Tommy sentiu algum tipo de pressão na frase.

- A amante dele mora em Oakwood. Saberemos se ele vai estar lá caso seu pequeno e caro carro esporte estiver estacionado na frente. Coloque uma bomba nele.

- Isso me parece bem melhor, estou indo.

A casa em Oakwood era realmente grande, paga por Sergio. Algumas crianças brincavam nas proximidades. Poucos carros passavam na rua. Era um conversível verde escuro, em frente à casa. Havia um homem de terno em frente, encostado ao muro. Seria lógico que ele veria, então Tommy preferiu esperar. Tiro e queda, o homem apagou seu cigarro e foi dentro da casa

Com esta deixa, Tom foi até o carro. Olhou em volta, abaixou-se e colocou a bomba na parte da frente. Assim que Sergio acionasse o motor, a bomba explodiria. O mafioso atravessou a rua, como se nada tivesse acontecido. Recostou-se na entrada de uma casa e ficou observando o movimento. Pegou um cigarro e caixa de fósforos, acedendo-o. Nenhum sinal, apenas alguns poucos carros passando.

Da casa, saiu uma bonita mulher, bem vestida. Tinha traços finos e um caro chapéu rosa. Ajeitava seu cabelo conforme se aproximava do carro. Ela começou a abrir o carro, tirando a chave de seu bolso.

- Cristo! Não, não, não! Ei! Pare! – Tommy desesperou-se, gritando para a mulher.

Tom largou o cigarro e correu, tarde demais, o carro explodiu, jogando-o no chão. Os pedestres saíram correndo em disparada, os carros frearam com força. O estrondo fez tremer todo o bairro. O corpo da mulher foi estilhaçado, como todas as janelas próximas. Tom protegeu-se com os braços e ergueu a cabeça para ver a cena, antes de fugir em disparada.

- Maldição… Isso que é uma mulher quente…

Mais tarde, no bar, Tom e Paulie juntaram-se ao chefe, no inicio da noite. Ele se explicava, tudo que estava tão certo, acabou tão errado.

- … a garota saiu e sentou no carro. Não sei se ele emprestou o carro para ela ou qualquer outra coisa!

- Simplesmente acontece às vezes. Você não podia ter feito nada! – Falou o Don, balançando seu charuto. – Tornando clara a situação, temos que pegar esse cara. Sergio vai se encontrar com seu contador no centro do estacionamento do restaurante Jardim Arco Íris. – Explicava, passando os olhos nos dois. – Vá com Paulie para encher ele de balas. Tom, você só vai dirigir. Saia rápido antes do alguém seja alertado.

- Agora eu pego o maldito, eu prometo! – Falou Paulie, em tom alto, batendo a mesa. – Ele morrerá e nem vai saber como eu fiz isso!

- Agora se mexam, vocês tem que pegar Sergio lá.

Os dois se levantaram e correram até os fundos para pegar um carro. Escolheram o Thor laranja, e dispararam até o restaurante que ficava mais pro lado da orla. Viram alguns carros suspeitos estacionados. Haviam homens conversando na porta do estabelecimento, reunidos em circulo. Era o típico restaurante beira de estrada, pequeno, no fundo do estacionamento.

O céu estava nebuloso, com raios laranjas. Os carros passavam apressadamente pelas ruas.

- Pare no estacionamento, aqueles homens de preto… são eles!

Tommy estacionou e Paulie saiu rapidamente, com a metralhadora em mãos. Foi caminhando em passos apressados até o grupo, que conversava. Eram cinco homens, todos de meia idade, vestidos com roupas caras. Provavelmente, todos “mademan”. Um homem, no centro do grupo, falava muito. Tinha o rosto macilento, cabelos grisalhos penteados com gel para trás. Sua pele era abrutalhada, seu tamanho mediano, tinha certa postura forte. Era Sergio Morello.

O homem interrompeu a conversa e ficou encarando Paulie que se aproximava. Percebendo, os companheiros se viraram também. Assustaram-se e deram passos para trás, se protegendo.

- O quê? – Disse Sergio.

- Tenho uma mensagem do Sr. Salieri! – E levantou a metralhadora, engatilhou e mirou para Sergio.

Os correram para trás assustados.

Paulie disparou. Nenhuma bala saiu. Disparou novamente, e nada. Paulie olhou a arma sem entender.

- O que está acontecendo…? Ah não!

A metralhadora estava emperrada. Sergio recuperou a compostura lentamente.

- Bem, isto certamente muda a situação, cavalheiros. – Sorriu e olhou os amigos. – Matem aquele idiota!

Paulie largou a arma e correu desesperado em direção ao carro e lançou-se, entrando pela janela. Tommy acelerou e fugiu antes que os seguranças aparecessem. Sergio entrou com os sócios no estabelecimento. Agora o alvo sabia quem queria matá-lo, e pior, ele já sabia que estavam planejando sua morte. Isso faria ele se tornar bem mais protegido. Talvez corresse até o irmão, chorando, avisa-lo do acontecido.

Depois de tantos erros, Salieri deu o trabalho para outros homens e tirou Paulie da jogada. Apenas enviou Tommy para assegurar a segurança de todos os rapazes, a fim de vigiá-los. Foi em outro carro. O plano seria fazer o trem chocar-se com o carro de Sergio, que segundo a investigação, estava indo para o porto. Era a última chance, ele precisava morrer naquele dia, ou tudo daria muito errado. Alem de Tom, o chefe mandou mais três homens – Dois para acertar o carro, um para o trem e outro para cuidar da guarita.

O plano consistia em fechar a passagem para o carro e acionar o trem, depois, o veiculo com os dois homens o bateria atrás e Sergio se tornaria história assim que o trem o esmagasse o corpo.

Enquanto Angelo esperava em um carro preto, com as mãos ao volante, ao lado de uma alta cerca de madeira, o carro de seus dois parceiros se aproximou.

- Fique apenas sentado aí e assista, assim você não ferra tudo de novo. – Disse o carona.

Era um velho conhecido, dos antigos, de quando Tom entrou no negócio. Apenas ouviu o homem e acompanhou com os olhos seu carro indo à direção a linha de trem. O carro passou por ela, indo para a direção na qual Sergio viria. O homem de Salieri dentro da cabine ajeitou o quepe e acenou, depois se sentou à cadeira. No chão, o real vigia, amarrado e amordaçado no chão, o olhando nos olhos, com medo.

O carro dos dois virou a frente em direção à estrada de ferro e parou. O carona tirou um cigarro e ascendeu. Os dois viam o carro de Tommy do outro lado da rua.

- Amador… – Comentou o motorista, com certa inveja no comentário.

Finalmente o carro de Sergio chegou e aproximava-se dos trilhos. Quando passou pelo carro dos dois mafiosos, eles se abaixaram, escondendo-se dentro do carro. Rapidamente, o cabineiro acionou o trem e tocou o sinal de parar. A sirene começou a tocar, fazendo o veículo de Sergio parar, no entanto, as cancelas não foram abaixadas.

Os dois mafiosos levantaram e dirigiram o carro até atrás do alvo.

O som do trem já podia ser ouvido, aproximava-se, inexorável. O motorista atrás acelerou, para acerta-lo na traseira e empurra-lo contra o trem.

- Por que as barreiras… – Sergio olhou para trás, vendo em sua direção o veículo. – … Não fecham?! – Terminou, assustado.

O automóvel foi empurrado contra o trem, mas o motorista de Sergio acelerou.

- Vai, vai, vai! – Gritou Sergio. – E conseguiu escapar.

No entanto, o carro de Salieri ficou sobre os trilhos. Não tiveram tempo de nada, apenas de em vão tentar proteger os rostos com os braços, por reflexo. O trem os atingiu, fazendo o carro se despedaçar e capotar inúmeras vezes, depois explodir. O trem, com toda sua força de ferro puro, dilacerou os dois e o misturou com as ferragens.

- Realmente, muito profissional! – Gritou Tom, acelerando e seguindo Sergio, que corria em disparada.

O perseguiu por toda a cidade, até o alvo invadir o porto, que estava sendo vigiado por alguns homens de Morello. Tom furou o bloqueio, o carro levou alguns tiros, tendo janelas estilhaçadas e a lataria perfurada. No entanto, Sergio foi mais rápido e se escondeu em um armazém. Foi preciso pensar rápido.

Rapidamente, Tom fez algo formidável, o que marcou seu nome nas ruas para sempre – havia dois vagões de combustível na linha de trem das dependências do porto. Os trilhos levavam para dentro dos armazéns também. Antes que mais capangas se aproximassem, o mafioso mudou o desvio para onde Sergio se escondia. Soltou o vagão, que lentamente caminhou até a forte porta. Chocou-se a ela, mas não derrubou, apenas amassou a porta. O tanque começou a soltar gasolina e criar uma poça no chão.

- Há, não deu certo… uh! – Gritou o alvo, de dentro do armazém.

Tommy tirou um cigarro e ficou olhando a porta. Ele não falava, estava esperando a resposta do mafioso.

- Não sei o que você está tentando, seu maldito… Mas meu irmão vai matar você e toda a sua família!

Acendeu o cigarro, com calma, mas olhando em volta para se certificar que ninguém iria atraiçoá-lo.

- Desista, você está morto! – Sergio continuava gritando, querendo uma resposta. Você não vai entrar aqui, idiota!

Tom afastava-se, andando calmamente. Os navios soavam suas buzinas ao longe, as gaivotas voavam sobre o local. O vento frio do mar estava mais intenso naquele momento.

- Você é pequeno demais pra mim! – Falava com deboche, numa tentativa de provocar Angelo. – Ei, você escutou?

Virou-se e olhou o armazém 1908. Tragou o cigarro pela ultima vez e o lançou na gasolina. O fogo seguiu seu rastro rapidamente até o vagão-tanque e ele explodiu, arrombando a porta e lançando chamas pra todo lado. O impacto quase jogou Tom no chão.

A explosão matou os dois capanga que esperavam Thomas entrar. Voaram longe no chão. Sergio caiu no chão. Tom entrou, protegendo-se das chamas, e viu o seu alvo.

- Não sei o que você está tentando, seu delinqüente! Meu irmão vai te matar, junto com toda minha família!

O mafioso balançou a cabeça negativamente e tirou sua colt, disparando contra Sergio. Descarregou sua arma, oito balas. Caiu rapidamente contra o chão, com a expressão do medo e dor marcada em seu rosto. De todas as outras balas, a que lhe deu cabo foi a que acertou sua cabeça entre os dois olhos.

- Seu maldito sortudo!

Thomas guardou a pistola e virou-se, indo embora. A missão cumprida, o sortudo estava morto.



Capitulo 22

Reuniram-se na sala do Don, Paulie, Tommy e Sam. Sam como sempre, com a cadeira com o banco virado para frente, Paulie e Tom lado a lado, eram mais amigos entre si. O Don sorria, ao extremo da mesa. Os cinzeiros estavam largados pela mesa cheios de cinzas como resultado de muitas reuniões ali feitas, para resolver a situação. O bar estava cheio, as risadas desconcertantes e as vozes altas ecoavam, os marinheiros recentemente chegados do mar se divertiam na sinuca. A fumaça do fumo formava uma densa nevoa no restaurante.

- Foi um trabalho duro, mas finalmente temos os Morello onde queríamos. Agora, resta o último passo… Acabar com ele! Na parte dele da cidade há roubo, assaltos, chantagem, jogo ilegal e puteiros aparecendo a toda hora. Mas, qual é o maior problema? – Don Salieri olhou os rapazes, no fundo de suas almas.

- drogas? – Perguntou Tom, em dúvida.

- Bobagem! O problema é que nós não ganhamos nem um centavo com isso! – Falou o Don, altivo. – Isso vai mudar assim que nos livrarmos do Morello. A organização dele vai ruir e esses enganadores, ladrões e bandidos vão matar um ao outro para manter a ordem. Hoje vamos acabar com aquele maldito de uma vez por todas. Paulie tem um plano.

Nem sequer parecia que haviam chorado um no ombro do outro quando Frank supostamente morreu. Todos concordavam afirmando com a cabeça.

- Isso mesmo! – Paulie acomodou-se na cadeira. – A partir do que meus informantes me contaram, teremos uma chance pra conseguir isso, rapazes. – Com expectativa, olhava todos a sua volta. – Morello se cuida e quase nunca aparece em público. Ele vai a todo lugar com sua limusine a prova de balas, fechado como uma ostra. Hoje, ele vai sair. Ele está indo ao teatro pra socializar um pouco com a crème de la crème de Lost Heaven. E nós estaremos lá para mostrar algo pra ele.

- Não é um pouco arriscado? – Tom perguntou, roubando a atenção.

Paulie não soube responder, o Don teve de tomar a frente.

- É arriscado. Mas essa é a nossa única oportunidade de acabar com ele em público e mostrar a todos o nosso poder.

- Vamos fazer assim: Esperem na frente do teatro até o show terminar. As pessoas vão sair, então vai ter muita confusão. Com Morello tentando sair, seus capangas não terão muita chance de nos ver antes que atiremos nele. Tenham certeza de não atrair nenhuma atenção, então não atirem. Saquem suas armas quando vocês virem ele.

- Espero ainda reconhece-lo. – Sam disse.

- Não deve ser difícil, Morello gosta de vestir roupas brancas, quase ninguém veste isso hoje em dia.

- Cada um de vocês pegará uma Thompson ou Lupara do Vincenzo. Esperem na frente do teatro na Ilha Central até Morello sair. O show termina as 9 em ponto, então cheguem lá a tempo. Deve dar tudo certo, então não voltem sem a cabeça dele!

- Certo, chefe! Vamos lá! – Disse Paulie, erguendo-se e saindo com os camaradas.

Nervosos, vestiram seus sobretudos foram pegar armas com Vincenzo. Seguiram até um Guardian preto e correram até o teatro. Chegaram ao teatro, haviam vários seguranças e automóveis estacionados. No entanto, a limusine branca de Morello estava saindo da vaga.

- Aquele maldito show deve ter terminado mais cedo! Aquela limusine, pegue ele! – Gritou Sam a Tommy, que dirigia.

Rapidamente os dois mafiosos sacaram suas metralhadoras e começaram a disparar. Morello acelerou, com certa ponta de desespero. Havia saído mais cedo do espetáculo graças ao seu cansaço da idade, era um diabo sortudo, ou não, quem sabe.

Morello estava em seu carro junto de seu motorista e mais fiel capanga e seu consiglieri, que não tardou em disparar contra os perseguidores. Seu motorista era um homem de meia idade, cabelos pretos penteados com gel. Seu consiglieri, calvo e já idoso, tendo seus cabelos brancos. Típico siciliano, de rosto rígido. Morello vestia suas roupas brancas e observava pela janela de trás.

Saíram dos limites da cidade, o Don mandou seus capangas o levarem para o aeroporto, mas dado a proximidade dos homens de Salieri, não conseguiu virar. Seguiram passando pelas colinas e estradas, a toda velocidade, não respeitando as vias, quase chocando-se com os carros que cruzavam a rodovia.

O Guardian dos Salieri sofreu com a subida, o motor parecia um tanto avariado, já a limusine fazia com extrema velocidade. A noite tornava ausente qualquer sinalização no caminho, todas as vias estavam escuras. De um lado, as luzes de Lost Heaven, do outro, nada. Apenas escuridão e pinheiros.

Foi uma guerra sobre rodas. O motorista pensou em virar para um desvio, mas seguiu em frente. O carro dos Salieri estava bem para trás, sua velocidade estava baixa, o motor parecia não agüentar. O capanga de Morello, no âmbito de seu desespero, apenas acelerava na reta. O velho conselheiro teve de gritar para acorda-lo.

- Pisa no freio, pisa no freio!

Havia uma ponte em construção logo à frente, que ligava a outra cidade. No máximo da velocidade possível para aquele veículo, ele freou e o carro rodou na pista, parando apenas na beirada da ponte, chegando a ficar com o pneu para fora da ponte. A altura era imensa, coisa de 50 metros. Os homens de Salieri frearam e o veículo ficou de frente para o alvo. Tommy respirou fundo, olhou Paulie, que estava vidrado na cena, assim como Sam. Pisou no acelerador.

Sem hesitar, acertou o carro do Don inimigo. O automóvel voou da ponte e despencou, girando no ar. Os gritos dos mafiosos foram desaparecendo conforme ia caindo. A limusine caiu de cabeça para baixo, esmagando os corpos e cessando os gritos.

Thomas, Sam e Paulie saíram do carro e foram até a ponte e olharam para baixo. O vento balançava suas roupas.

- Você acha que ele está morto? – Perguntou Sam.

- Diabos, eu acho que sim! – Falou Tom, em tom de riso.

De repente, explodiu. O som da limusine indo pros ares fez os rapazes darem passos pra trás.

- Oh, cristo… – Sam lamentou.

- Bem, agora ele está definitivamente morto! – Paulie debochou.

A lataria estava em chamas. Os pássaros voaram em disparada graças a explosão, gritavam enquanto sumiam no céu.

Tommy não podia acreditar no que havia feito. Morello, o Don Morello, maior inimigo do Don Salieri, queimava em sua limusine. Estava morto, acabado. Salieri era o dono de Lost Heaven. Um pouco a frente, o carro quebrou. Sam o consertou, havia sido mecânico antes de entrar no crime. Voltaram para o restaurante do Don, ansiosos para ver sua reação ao receber a noticia.

Morello havia caído, era uma nova era na cidade. Nem o seu sistema de emergência mais eficaz havia funcionado, que era pegar um avião no aeroporto e fugir. Apenas três homens desbarataram uma família, foi um feito fantástico.

Os tempos começaram a mudar.
O climax se aproxima.

CONTINUA NA PARTE 10

PARTE 1

PARTE 2

PARTE 3

PARTE 4

PARTE 5

PARTE 6

PARTE 7

PARTE 8

PARTE 10

PARTE 11 (FINAL)

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  6. Episódio 91 – Mafia: Pecado no Paraíso Perdido Pt.4
  7. Episódio 93 – Mafia: Pecado no Paraíso Perdido Pt.5
  8. Episódio 94 – Mafia: Pecado no Paraíso Perdido Pt.6
  9. Episódio 96 – Mafia: Pecado no Paraíso Perdido Pt.7
  10. Episódio 97 – Mafia: Pecado no Paraíso Perdido Pt.8
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1 Response até agora »

  1. 1

    isaque said,

    agosto 25, 2010 @ 14:37

    Cadê a PARTE 10??

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